O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou nesta segunda-feira (4) o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para esta quinta-feira (7).
Eduardo chamou Lula de “malandro”, afirmando que a defesa da “soberania nacional” é uma “narrativa” para a “militância”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive nos EUA desde março do ano passado.
“Ué, mas não era o Flávio Bolsonaro o cara do imperialismo ianque? E a narrativa de Lula defensor da soberania nacional? A verdade é que Lula, malandro que é, fez um discurso para a militância e outro para as elites. Entre um e outro existe um abismo!”, disse o ex-parlamentar no X.
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Em março, Lula teria dito durante uma reunião ministerial que, se eleito, o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entregará o Brasil aos Estados Unidos.
Mais cedo, Eduardo publicou uma foto ao lado do irmão e do jornalista Paulo Figueiredo nas redes sociais nesta tarde. Flávio passou para Miami neste domingo (3) e deve retornar ao Brasil nesta quarta (6), apuração do portal Metrópoles.
O último encontro entre Lula e Trump ocorreu durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em outubro de 2025, na Malásia. A conversa aconteceu em um novo momento de tensão entre os países.
Os EUA expulsaram o adido da Polícia Federal em Miami que teria atuado para a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Em contrapartida, o Brasil retirou as credenciais de um agente americano que atuava no país.
No ano passado, Trump impôs uma tarifação ao país, retirou o visto de autoridades brasileiras e sancionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky.
Entre os motivos da retaliação, o governo americano escolheu o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela suposta tentativa de golpe de estado e as decisões de Moraes contra plataformas digitais. Eduardo é chamado ao STF por avaliações articuladas contra autoridades.
A crise começou a arrefecer após a Assembleia Geral da ONU, quando os dois mandatários se reuniram brevemente nos bastidores do evento, em setembro. Em novembro de 2025, o governo Trump suspendeu a tarifação. No mês seguinte, o nome de Moraes foi retirado pela Lei Magnitsky.

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