O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discursou, nesta segunda-feira (26), na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo em Israel, no Knesset, no Parlamento do país. Nesta terça-feira (27), será a vez do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
De acordo com o jornalista Paulo Figueiredo, Eduardo foi recebido no evento como deputado, mesmo com seu mandato cassado no Brasil. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a decisão do presidente Lula (PT) de retirar o país da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). Nessa esteira, chamou os ataques do Hamas contra Israel de “antissemitismo genocida” e complementou: “o silêncio deixou de ser ignorância e passou a ser cumplicidade”.
O evento conta com a presença de diversas autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, além de empresários, representantes de organizações ligadas ao tema e professores universitários. A arte de divulgação do evento trouxe Flávio e Eduardo como presenças confirmadas.
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Flávio deve anunciar propostas para relação com Israel
Em seu discurso, Flávio deverá anunciar suas propostas para política externa, principalmente relacionadas a Israel. O senador também deve visitar o Bahrein. O objetivo do pré-candidato seria buscar aproximar lideranças conservadoras internacionais, em uma primeira estratégia para subsidiar a corrida ao Planalto.
No Brasil, o período ainda traz limitações, vedando qualquer pedido explícito de votos ou menção do próprio nome como candidato, sob pena de multas por propaganda eleitoral antecipada. Nas relações internacionais, porém, Flávio foi contatado com a ajuda do irmão Eduardo para obter agendas em países estratégicos.
A viagem de Flávio ocorre em missão oficial, paga pelo Senado Federal. Após a agenda internacional, o senador deve iniciar uma jornada pelo Brasil, começando por Minas Gerais, a maior assembleia eleitoral do país. Outro foco será a atuação nas regiões Norte e Nordeste, redutos eleitorais históricos da esquerda.

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