Os empresários do ramo da indústria projetam como principais prioridades para a gestão 2027-2030 no Executivo federal políticas de natureza fiscal e tributária, como a redução de impostos, a transferência da reforma tributária, a manutenção do equilíbrio fiscal e melhorias nas políticas de gestão pública.
É o que aponta levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados e divulgado nesta segunda-feira (22). A importância dos temas mais “monetaristas” prevalecem sobre as políticas industriais. A pesquisa foi feita com 1.003 executivos de empresas industriais de pequena, média e grande porte, em todas as regiões do país, no período de 7 de maio a 5 de junho.
“Quando a política fiscal e a política monetária não conversam entre si, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas. A indústria está pronta para fazer sua parte, mas precisamos de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, um Estado que planeje o desenvolvimento, fortaleça a produção e abra caminho para um Brasil mais próspero, inovador e de renda mais alta”, destacou em nota o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A pesquisa aponta que 29% dos empresários industriais elegeram a redução de impostos e a contribuição da reforma tributária como temas prioritários para a próxima gestão e 22% escolheram fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto 21% consideraram pautas mais urgentes para o país o incentivo à indústria e à produção.
A CNI buscou ainda informação sobre as prioridades dos entrevistados para suas empresas e para a melhoria do ambiente de negócios. Nesses itens, as políticas prioritárias para os empresários são aquelas diretamente ligadas ao “custo Brasil”, sendo a redução de impostos prioridade para 45% dos que responderam. A redução de juros e a oferta de crédito parecem prioritárias para 26%.
O incentivo à indústria e à produção aparece novamente em terceiro lugar, com 21%. Já os problemas mais sentidos pelo setor no último ano foram “alta carga tributária”, “indisponibilidade de mão de obra” e “taxa de juros elevada”, considerados como de alto impacto pela maioria dos entrevistados.
A intenção de investimentos também foi alvo da pesquisa. Para os próximos quatro anos, 41% afirmaram que pretendem manter o patamar atual de investimentos e 28% desejam aumentar o volume. Para 9%, há intenção de reduzir investimentos e 20% disseram que não pretendem investir no período.
Os resultados da pesquisa foram apresentados nesta segunda-feira (22) aos pré-candidatos, durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis. Na ocasião, a CNI defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros, e políticas de desvinculação dos mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação, propostas criticadas por entidades de referência nos setores.












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