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Petrobras inicia P-79 e reforça produção de petróleo e gás no país

Redação Por Redação
1 de maio de 2026
Em Economia
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Petrobras inicia P-79 e reforça produção de petróleo e gás no país
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


A Petrobras informou que, neste feriado de 1º de maio, iniciou a operação da plataforma de produção de petróleo e gás P-79, localizada no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, litoral do Sudeste.

A empresa ressaltou que conseguiu antecipar o início da operação em três meses.

A estrutura tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo e de variação de gás de 7,2 milhões de metros cúbicos (m³) diários. O navio-plataforma é do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading, em português, Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência).

A P-79 é a oitava plataforma em operação no Campo de Búzios. Com esse reforço, a produção no campo subirá para cerca de 1,33 milhão de barris de óleo por dia.

A operação é planejada para exportar gás para o continente, por meio do gasoduto Rota 3. A operação vai exigir até 3 milhões de m³ por dia à oferta de gás no país.

A plataforma terminou de ser construída na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro. O FPSO já veio do país asiático com uma equipe da Petrobras a bordo, para adiantar os procedimentos de comissionamento (montagem para entrada em operação), de forma a ganhar tempo para o início da produção.

O processo já havia sido feito com a P-78, também localizada no Campo de Búzios, que entrou em operação em dezembro de 2025.

Búzios

A P-79 forma o chamado Búzios 8, módulo de produção de petróleo que prevê 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores (serve para manter a pressão do reservatório e “empurrar” o petróleo em direção aos poços produtores).

Descoberto em 2010, o Campo de Búzios é o maior do país em reservas de petróleo. No ano passado superou a marca de 1 milhão de barris produzidos diariamente.

Búzios fica a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro ─ equivalente à distância de Brasília a Goiânia. O cemitério fica a 2 mil metros de profundidade – é como se fosse a altura de 38 monumentos do Cristo Redentor “empilhados”.

Além da P-79, operam no Campo de Búzios os FPSO P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

A Petrobras planeja acrescentar quatro plataformas ao campo nos próximos anos. Três delas já estão em construção (P-80, P-82 e P-83); e quarta, em licitação.

A produção de petróleo e gás em Búzios é feita por meio de um consórcio, não sendo uma estatal brasileira uma operadora. As demais empresas são as chinesas CNOOC, CNODC e a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), estatal federal que representa a União.

Choque do petróleo

O início da operação da P-79 acontece em um momento em que o mundo enfrenta um choque sem preço do petróleo, motivado pela guerra no Irã.

O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A região concentra países produtores de petróleo e o Estreito de Ormuz, passando marítima que liga os golfes Pérsico e de Omã, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Uma das retaliações do Irã é o bloqueio do Estreito, que fica ao sul do país. O reflexo da oferta é o distúrbio na logística da indústria do petróleo, o que tem causado redução na oferta do produto e, consequentemente, aumento de preços no mercado internacional.

O petróleo e seus derivados, como a gasolina e o óleo diesel, são commodities, isto é, mercadorias negociadas a preços internacionais. Isso explica por que os preços sobem até os mesmos países produtores, como o Brasil.

Além disso, o Brasil precisa importar alguns detalhes, como o diesel. Cerca de 30% do consumo interno vem do exterior. A Petrobras já se manifestou que estuda fazer o país autossuficiente no combustível em até cinco anos.

O governo brasileiro tem tomado iniciativas para conter o aumento dos rendimentos do petróleo. Entre as ações estão isentas de cobrança de impostos e subsídios a produtores e importadores.

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Tags: gásiniciaP79paísPetrobraspetróleoproduçãoreforça
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