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Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7

Redação Por Redação
12 de maio de 2026
Em Economia
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Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


Os impactos econômicos das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia e as negociações sobre minerais críticos serão os principais temas planejados pelo Brasil nas reuniões do Brics e do G7, disse nesta terça-feira (12) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, apresentado pelo jornalista José Luiz Datena na TV BrasilDurigan também detalhou que as negociações incluem investimentos estratégicos e segurança energética.

As viagens ocorreram em meio ao aumento das intensas geopolíticas globais e fazem parte da estratégia do governo brasileiro de antecipar cenários de turbulência internacional para proteger setores como combustíveis, agronegócio e mineração.

O afirmou a Datena que o Brasil pretende consolidar-se como ministro parceiro estratégico em recursos minerais e tecnologia, ao mesmo tempo em que busca ampliar a cooperação internacional em áreas consideradas sensíveis para a economia brasileira.

Agenda em Moscou

O ministro parte nesta quarta-feira (13) do Brasil. Na quinta (14), desembarca em Moscou, onde participará da reunião do Banco do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O foco principal será discutir formas de proteger a economia brasileira dos efeitos das guerras internacionais, especialmente sobre os preços dos combustíveis e sobre o agronegócio.

“O tema de como a gente se prepara e protege o Brasil da guerra é o tema que mais me importa”, afirmou Durigan.

O ministro pretende se reunir com representantes da Índia, dos países do Oriente Médio e de outras nações do bloco para avaliar cenários econômicos diante da instabilidade internacional. Durigan ressalta que mesmo a guerra é alheia à vontade dos brasileiros, referente ao país.

“Ela afeta muito a vida das pessoas. Claro, nós estamos acompanhando, como no preço de combustível”, declarou o ministro.


Brasília (DF), 05/11/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan participa do programa, Na mesa com Datena, nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 05/11/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan participa do programa, Na mesa com Datena, nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

No programa Na Mesa com Datena, Dario Durigan fala sobre reuniões do Brics e do G7- Valter Campanato/Agência Brasil

Outro ponto central da agenda será a preservação de investimentos financiados pelo Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics.

Entre os projetos prioritários relatados pela equipe econômica está o desenvolvimento do primeiro Hospital Inteligente da América Latina, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e financiado pelo Banco do Brics.

Segundo o governo, a iniciativa prevê tecnologia tecnológica internacional e cooperação entre especialistas de vários países.

Minerais Estratégicos

A pauta de minerais críticos também será levada tanto à Rússia quanto à França, quando o ministro chegar na segunda-feira (18) para a reunião do G7. O governo brasileiro quer transformar o país em um dos principais fornecedores globais de matérias-primas consideradas essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética.

Entre os minerais citados estão terras raras, nióbio e grafeno. Atualmente, a China lidera a produção mundial desses materiais, enquanto o Brasil busca consolidar sua posição como segunda maior reserva global.

Segundo Durigan, o novo marco legal recentemente aprovado pelo Congresso pretende oferecer segurança jurídica aos investidores estrangeiros sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos.

“No Brasil, a gente quer dar segurança jurídica para um negócio que interessa ao mundo: minerais críticos”, afirmou.

O governo defende que as futuras parcerias internacionais sejam vinculadas à industrialização local e à geração de empregos no país.

“O primeiro pilar é soberania; o segundo é promover a industrialização local”, declarou o ministro.

Durigan também afirmou que o Brasil quer estimular a industrialização para transformar matéria-prima em produtos mais modificados e ampliar o desenvolvimento interno.

“Não queremos repetir um padrão histórico que a gente viu com o ouro, com a prata, com a cana de açúcar, ou com o minério de ferro. Que é: tirar tudo daqui e depois eu compro a placa de aço industrializada, depois eu compro o petróleo, o diesel importado. Quero promover a industrialização no Brasil”, afirmou.

Reunião do G7

Em Paris, Durigan terá encontros ligados ao G7, grupo que as sete democracias mais ricas do planeta. O Brasil participará como país convidado.

Além dos debates sobre minerais estratégicos, a agenda deve incluir segurança global, impactos econômicos das guerras e alternativas para estabilização geopolítica.

Segundo Durigan, o Brasil pretende apresentar como alternativa confiável para o fornecimento de minerais críticos diante da dependência internacional em relação à China.

A equipe econômica também quer ampliar negociações com países europeus específicos em investir no setor mineral brasileiro sob novas regras de exploração.

Investimentos externos

As viagens também terão foco na atração de investimentos estrangeiros para setores de tecnologia e infraestrutura.

Segundo o ministro, conversas anteriores com empresas alemãs durante a Feira de Hanover, realizada em abril na Alemanha, abriram espaço para futuras instalações industriais no Brasil.

A estratégia do governo é vincular investimentos externos à criação de empregos específicos, apoio às universidades e transferência de tecnologia.

Durigan afirmou ainda que o Brasil pretende manter relações internacionais sob uma lógica de defesa da soberania econômica.

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Tags: BrasilBricsdiscutiráDuriganguerramineraisreuniões
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