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Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana

Redação Por Redação
24 de julho de 2026
Em Economia
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Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (24) dividido entre a cautela imposta com as novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dólar fechado praticamente estável frente ao real, e a bolsa caiu mais de 1,5%, pressionada pela queda no petróleo, que retrocedeu em meio às expectativas de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Números principais:

  • Dólar: R$ 5,081 (-0,06%), queda de 0,58% na semana;
  • Ibovespa: 174.041 pontos (-1,52), alta de 0,19% na semana;
  • Petróleo tipo Brent: US$ 96,78 por barril (-3,88%), alta de quase 10% na semana;
  • Petróleo tipo WTI: US$ 89,31 por barril (-3,12%), alta de 8% na semana.

Câmbio

O dólar comercial fechou o preço praticamente sem variação, cotado para R$ 5,081, com queda de apenas 0,06%. A cotação abriu em R$ 5,09, chegou a cair para R$ 5,04 por volta das 12h, mas mudou-se da estabilidade ao longo da tarde.

A moeda foi influenciada principalmente pelo cenário externo. Os investidores acompanharam a entrada em vigor das novas tarifas de 10% a 12,5% impostas pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, além das notícias sobre uma possível retomada das negociações entre Washington e Teerã, mediada pelo Paquistão com apoio da China.

O real voltou a apresentar desempenho superior ao de outras moedas emergentes na semana, beneficiado pelo fato de o Brasil ser exportador líquido de petróleo e pela elevada diferença entre os juros fiscais e os juros nos Estados Unidos, que continua atraindo capitais financeiros.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou praticamente estável.

Recua do Ibovespa

No mercado de ações, o Ibovespa caiu 1,52%, para 174.041 pontos, encerrando o pregão na mínima do dia. Apesar da queda, o índice conseguiu acumular alta de 0,19% na semana.

A queda do petróleo levou investidores a venderem ações de petroleiras, para realizarem lucros (embolsarem ganhos recentes). Ações de mineradoras acompanharam a retirada de minério de ferro. Os grandes bancos também sofreram com a redução do fluxo estrangeiro para mercados emergentes.

Além do cenário internacional, o mercado monitorou as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Como a nova tarifa vinha sendo anunciada nas últimas semanas, os investidores avaliam que a maior parte do impacto das medidas está refletida nas ações.

Petróleo recuperado

Depois de ultrapassar US$ 100 por barril na quinta-feira (23) pela vez desde maio, o petróleo devolveu parte dos ganhos nesta sexta-feira.

O movimento foi provocado por informações de que a China iniciou uma articulação diplomática para reabrir as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, com participação do Paquistão, elevando as expectativas de uma redução das interferências no Oriente Médio.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, fechou em US$ 96,78, queda de 3,88%. O petróleo WTI, do Texas, recuou 3,12%, para US$ 89,31.

Apesar da correção, o mercado segue atento aos riscos para a oferta global de petróleo. Os confrontos entre os Estados Unidos e o Irão continuam, o Estreito de Ormuz opera com tráfego limitado e os ataques dos houthis no Mar Vermelho ainda representam ameaça às principais rotas marítimas de transporte de energia.

*Com informações da Reuters

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