As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 3.185 bilhões em maio, informou nesta sexta-feira (26) o Banco Central (BC). O valor representa uma estabilidade em relação ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o déficit atingiu US$ 3,318 bilhões nas transações correntes, que se referem às compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.
Em maio deste ano, houve um aumento de US$ 514 milhões no superávit da balança comercial de bens, com altas de 6,4% nas exportações e de 5,9% nas exportações.
O défice em serviços – viagens, transportes, aluguer de equipamentos, serviços de telecomunicações e de propriedade intelectual, entre outros – também levantou US$ 543 milhões, enquanto o défice em renda primária – pagamento de lucros e dividendos de empresas, além de juros e obrigações – e o superávit em renda secundária – obtido em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares – manteve-se em patamares semelhantes às aquisições em maio de 2025.
Nos 12 meses encerrados em maio, o resultado negativo nas transações correntes somou US$ 64,143 bilhões, o que corresponde a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador da soma dos bens e serviços produzidos no país. Em relação ao período equivalente ao encerrado em maio de 2025, houve redução no déficit; Naquele mês, o resultado em 12 meses foi negativo em US$ 75,252 bilhões, ou 3,52% do PIB.
>> Siga o canal da Agência Brasil sem WhatsApp
Investimentos
De acordo com o BC, as transações correntes apresentam cenário bastante robusto e têm tendência de redução no déficit em 12 meses desde setembro de 2025. Além disso, o resultado negativo das contas externas é financiado por capitais de longo prazo, principalmente por investimentos diretos no país (IDP), que têm fluxos e estoques de boa qualidade.
O IDP somou US$ 7,974 bilhões em maio deste ano, ante US$ 3,863 bilhões em igual mês de 2025.
Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.
Nos 12 meses até maio, esses investimentos geraram US$ 83,312 bilhões (3,38% do PIB), ante US$ 79,201 bilhões (3,27% do PIB) no mês anterior e US$ 71,592 bilhões (3,35% do PIB) no período encerrado em maio de 2025.
No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve saída líquida de US$ 5,227 bilhões no mês passado, resultado de saídas de US$ 2,365 bilhões em ações e fundo de investimentos e de US$ 2,862 bilhões em títulos de dívida. Nos 12 meses encerrados em maio, esses investimentos somaram ingressos líquidos de US$ 20,8 bilhões.
Já o estoque de reservas internacionais atingiu US$ 371,1 bilhões em maio, um aumento de US$ 4,2 bilhões em comparação ao mês anterior.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/V/g/kb7SchRD6bAvla0icHwg/eddie-vedder3.jpg)









Deixe o Seu Comentário