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CMN adia bloqueio ambiental no crédito rural para 2027

Redação Por Redação
13 de maio de 2026
Em Economia
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CMN adia bloqueio ambiental no crédito rural para 2027
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu adiar para 2027 a entrada em vigor da regra que impede a concessão de crédito rural subsidiado a produtores com registro de desmatamento ilegal. A medida foi aprovada em reunião extraordinária na terça-feira (12), após pressão das entidades do agronegócio por mais prazo de adaptação.

A norma determina que os bancos e instituições financeiras verifiquem, antes de liberar financiamentos, se houver supressão irregular de vegetação nativa nas propriedades rurais após 31 de julho de 2019. A análise será feita com base nos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Novo calendário

A regra havia começado a valer em 1º de abril deste ano, inicialmente para imóveis maiores. Com a mudança aprovada pelo CMN, os novos prazos ficaram assim:

• Propostas acima de 15 módulos fiscais: a partir de 4 de janeiro de 2027;

• imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais: a partir de 1º de julho de 2027;

• áreas de até 4 módulos fiscais: a partir de 3 de janeiro de 2028.

Assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais também passarão a seguir a regra apenas em 2028, quando o Cadastro Ambiental Rural (CAR) atribuir a áreas coletivas.

Como funciona

Na prática, os produtores rurais que tiverem registro de desmatamento ilegal após julho de 2019 poderão enfrentar restrições de acesso a linhas de crédito com recursos controlados e juros subsidiados pelo governo federal, como operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

As instituições financeiras serão responsáveis ​​por consultar os alertas do Prodes antes da aprovação dos financiamentos.

Pressão do agro

A mudança ocorreu após críticas de entidades do setor agropecuário, que alegavam dificuldades operacionais e de insegurança jurídica na aplicação imediata da regra.

No último mês, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a suspensão das exigências ambientais vinculadas ao crédito rural.

Após a decisão do CMN, a entidade afirmou que o adiamento representa “um intervalo temporário para o produtor rural brasileiro”.

Justificativa oficial

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária afirmou que o adiamento busca garantir a continuidade da concessão de crédito a produtores que estejam em conformidade com a legislação ambiental.

Segundo a pasta, a ampliação dos prazos também permitirá aperfeiçoar os procedimentos de regularização ambiental e dar mais tempo para adaptação dos produtores e dos órgãos envolvidos na fiscalização.

O Ministério da Fazenda declarou que as mudanças como objetivo “calibrar a aplicação da norma” e ampliar a previsibilidade da implementação têm.

Novos documentos

Além da prorrogação, o CMN autorizou a apresentação de novos documentos para comprovar a regularidade ambiental das propriedades rurais.

Entre eles está o Termo de Compromisso Ambiental firmado com órgãos estaduais e documentos equivalentes à Autorização de Supressão de Vegetação Nativa.

Segundo o governo, os produtores que tiveram pedidos de crédito recusados ​​durante a vigência inicial da regra poderão reapresentar as propostas de financiamento.


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Tags: adiaAmbientalbloqueioCMNcréditopararural
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