A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei complementar que estabelece alíquotas de transição menores para as indústrias química e petroquímica participantes do regime fiscal especial até sua migração para um novo regime com vigência em 2027. Com a medida, o governo federal deve elevar de R$ 1 bilhão para R$ 3,1 bilhões o orçamento destinado ao Regime Especial da Indústria Química (Reiq) para este ano.
A proposta será, agora, enviada para análise do Senado.
Segundo o texto, as alíquotas referentes ao pagamento menor de tributos federais (PIS e Cofins) valerão de março a dezembro deste ano e substituem outras vetadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por falta de previsão de impacto orçamentário.
O Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq) foi sancionado no fim do ano passado, com vetos, e visa reduzir custos de produção da indústria química por meio da redução das alíquotas.
O projeto aprovado nesta terça-feira limita a renúncia fiscal este ano a R$ 2 bilhões, mas há uma proposta de critérios para tramitação recentemente incluída na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Outros R$ 1,1 milhões são créditos tributários adicionais previstos na legislação para as centrais petroquímicas e indústrias químicas participantes do Reiq.
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Alíquotas
O texto vetado pelo governo anterior aplicação de alíquotas de 0,67% de PIS e 3,08% de Cofins nos meses de novembro e dezembro de 2025, baixando para 0,54% e 2,46%, respectivamente, em todo este ano.
O projeto aprovado pela Câmara, além de limitar a renúncia, propõe alíquotas de 0,62% e 2,83% respectivamente de PIS e Cofins de março a dezembro deste ano, um meio termo. Isso valerá para as indústrias participantes do Reiq, que serão extintos no final do ano. Essas alíquotas se aplicam também à importação com incidência de PIS-Importação e Cofins-Importação.
A renúncia abrange a compra de nafta petroquímica e parafina e vários outros produtos químicos utilizados como insumos pela indústria.
O relator do texto, deputado Afonso Motta (PDT-RS), explicou que a proposta tem caráter transitório para evitar a descontinuidade abrupta da política pública anteriormente instituída, preservando a previsibilidade regulatória e a estabilidade econômica do segmento durante o período de transição.
Segundo o relator, a proposta gera apenas impacto fiscal este ano, quando tem renúncia estimada em R$ 3,1 bilhões compensados por ganho de arrecadação e projeção de receita ao longo do ano.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias

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