“É uma tristeza que não tem fim”: diz irmã da professora de Levy Gasparian, sobrevivente de penetração em Juiz de Fora
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São 43 vítimas em Juiz de Fora e 6 em Ubá; 18 pessoas seguem desaparecidas Uma professora de artes da rede estadual de ensino do Comendador Levy Gasparian (RJ), Rogéria Olímpio, de 50 anos, está entre as sobreviventes das fortes chuvas que provocaram penetração e destruição em Juiz de Fora (MG). Ela se feriu após uma casa onde morava ser atingida por uma penetração de terra na noite de segunda-feira (23), no bairro Vila Ideal. O relato da tragédia foi feito pela irmã da professora, Virgínia Olímpio, de 48 anos, que contou à equipe do g1 que recebeu a informação de como tudo aconteceu através da sobrinha, de 16, que também ficou ferida. O incidente aconteceu por volta das 22h de segunda-feira (23). “Ela falou que escutou um estelo forte e foi para a varanda da casa, ela e a filha. O marido dela estava tomando banho. E aí eles escutaram a casa dos sogros descendo. Quando desceu tudo, bloqueou a passagem que eles poderiam sair, né? […] Isso demorou uns 50 minutos, mais ou menos. Eles não encontraram ninguém que pudesse ajudar elas a descerem”, contorno Virgínia. Da esquerda para a direita: a filha, Rogéria Olímpio e o marido. A professora e a família foram atingidas por uma penetração em Juiz de Fora (MG). Divulgação/Redes Sociais ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp No terreno, havia duas residências: a de Rogéria, onde morava com o marido e a filha, e a casa dos sogros. A entrada era a mesma para as duas Construções ainda de acordo com o marido saiu do banho às prensas e tentou alcançar os pais dele pelo telhado. A sogra morreu e o sogro seguiu desaparecido. A irmã da professora conta ainda que uma adolescente sofreu uma fratura da ponta de um dos dedos da mão e teve escoriações pelo corpo. elas caíram, mais ou menos, uns seis, oito metros de altura, né, que a casa é alta, assim. Aí a minha irmã, a minha sobrinha falou que a minha irmã caiu por cima dela”, contou o momento em que mãe e filha se feriram. A família só foi informada do ocorrido depois da meia-noite, já na terça-feira (24). Parentes viajaram às pressas para Juiz de Fora para ajudar nos resgates. Os sogros da professora ficaram soterrados nos escombros. A sogra foi encontrada na manhã seguinte, já sem vida. O sogro, identificado pela família como Antônio, segue desaparecido. O marido da professora também ficou ferido. Ele ficou preso sob os escombros da cintura para baixo e só foi resgatado por volta das 4h da manhã, após a chegada do Corpo de Bombeiros. O g1 tenta contato com a unidade médica para atualizar o estado de saúde do paciente desaparecido. família enfrenta dificuldades para o sepultamento da sogra. Segundo os pais, o corpo ainda não foi enterrado por falta de vagas no cemitério. Até a manhã desta quinta-feira (26), o corpo segue aguardando liberação “É uma tristeza que não tem fim. Quando a ficha cai, eles [os feridos] vão ver que não têm mais casa, que os pais se foram, que precisam recomeçar do zero. Não tem um lápis para minha sobrinha voltar para a escola, não tem um copo. Não sobrou nada.” Enquanto acompanham os trabalhos de resgate e aguardam novas informações, os familiares permanecerão no local. Um dos irmãos do marido da professora, que veio de São Paulo, acompanha de perto as buscas. “A gente se sente impotente de ver que não é nada diante da força da natureza. Você nunca imaginou que vai acontecer com a gente, até acontecer”, resumiu a irmã da vítima. A casa da família de Rogéria ficou coberta pelos destroços após a penetração no bairro Vila Ideal, em Juiz de Fora. Divulgação/Arquivo pessoal VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul
São 43 vítimas em Juiz de Fora e 6 em Ubá; 18 pessoas seguem desaparecidas Uma professora de artes da rede estadual de ensino do Comendador Levy Gasparian (RJ), Rogéria Olímpio, de 50 anos, está entre as sobreviventes das fortes chuvas que provocaram penetração e destruição em Juiz de Fora (MG). Ela se feriu após uma casa onde morava ser atingida por uma penetração de terra na noite de segunda-feira (23), no bairro Vila Ideal. O relato da tragédia foi feito pela irmã da professora, Virgínia Olímpio, de 48 anos, que contou à equipe do g1 que recebeu a informação de como tudo aconteceu através da sobrinha, de 16, que também ficou ferida. O incidente aconteceu por volta das 22h de segunda-feira (23). “Ela falou que escutou um estelo forte e foi para a varanda da casa, ela e a filha. O marido dela estava tomando banho. E aí eles escutaram a casa dos sogros descendo. Quando desceu tudo, bloqueou a passagem que eles poderiam sair, né? […] Isso demorou uns 50 minutos, mais ou menos. Eles não encontraram ninguém que pudesse ajudar elas a descerem”, contorno Virgínia. Da esquerda para a direita: a filha, Rogéria Olímpio e o marido. A professora e a família foram atingidas por uma penetração em Juiz de Fora (MG). Divulgação/Redes Sociais ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp No terreno, havia duas residências: a de Rogéria, onde morava com o marido e a filha, e a casa dos sogros. A entrada era a mesma para as duas Construções ainda de acordo com o marido saiu do banho às prensas e tentou alcançar os pais dele pelo telhado. A sogra morreu e o sogro seguiu desaparecido. A irmã da professora conta ainda que uma adolescente sofreu uma fratura da ponta de um dos dedos da mão e teve escoriações pelo corpo. elas caíram, mais ou menos, uns seis, oito metros de altura, né, que a casa é alta, assim. Aí a minha irmã, a minha sobrinha falou que a minha irmã caiu por cima dela”, contou o momento em que mãe e filha se feriram. A família só foi informada do ocorrido depois da meia-noite, já na terça-feira (24). Parentes viajaram às pressas para Juiz de Fora para ajudar nos resgates. Os sogros da professora ficaram soterrados nos escombros. A sogra foi encontrada na manhã seguinte, já sem vida. O sogro, identificado pela família como Antônio, segue desaparecido. O marido da professora também ficou ferido. Ele ficou preso sob os escombros da cintura para baixo e só foi resgatado por volta das 4h da manhã, após a chegada do Corpo de Bombeiros. O g1 tenta contato com a unidade médica para atualizar o estado de saúde do paciente desaparecido. família enfrenta dificuldades para o sepultamento da sogra. Segundo os pais, o corpo ainda não foi enterrado por falta de vagas no cemitério. Até a manhã desta quinta-feira (26), o corpo segue aguardando liberação “É uma tristeza que não tem fim. Quando a ficha cai, eles [os feridos] vão ver que não têm mais casa, que os pais se foram, que precisam recomeçar do zero. Não tem um lápis para minha sobrinha voltar para a escola, não tem um copo. Não sobrou nada.” Enquanto acompanham os trabalhos de resgate e aguardam novas informações, os familiares permanecerão no local. Um dos irmãos do marido da professora, que veio de São Paulo, acompanha de perto as buscas. “A gente se sente impotente de ver que não é nada diante da força da natureza. Você nunca imaginou que vai acontecer com a gente, até acontecer”, resumiu a irmã da vítima. A casa da família de Rogéria ficou coberta pelos destroços após a penetração no bairro Vila Ideal, em Juiz de Fora. Divulgação/Arquivo pessoal VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul[/gpt3]













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