Dino mantém perda de mandato de Chiquinho Brazão por faltas


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino negou, nesta terça-feira (21), um pedido do ex-deputado federal Chiquinho Brazão para recuperar seu mandato, declarado perdido pela Câmara dos Deputados por excesso de faltas.

O mandado de segurança havia sido protocolado em agosto de 2025, antes, portanto, da publicação de 76 anos de prisão pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. Antes disso, porém, Brazão estava em prisão domiciliar, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, o que levou às 72 faltas não justificadas. No final de abril de 2024, a Mesa da Câmara oficializou a retirada do mandato.

O ex-deputado argumentou que sua prisão era justificativa suficiente para as ausências e que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estaria por conta própria aplicando uma pena de perda de direitos políticos, o que só viria a ocorrer após o acórdão da Primeira Turma.

Na sua manifestação nos autos, a Câmara destacou a manutenção da prisão preventiva pelo plenário, por 277 votos declarados e 129 contrários. Com isso, argumentou que o ato da Mesa Diretora “não inovou nem exorbitou de sua competência”, apenas reconheceu o estouro em faltas.