Dino diz que é cedo para falar em desvio de emendas de Valdemar


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino escreveu que “ainda é cedo” para afirmar que houve “desvio” de valores das emendas parlamentares na decisão que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A peça cita o crime de peculato, mas não menciona nenhuma prova de enriquecimento ilícito.

Para explicar a medida que indisponibilizou os bens do cacique político, o magistrado aponta “falta de transparência” e de rastreabilidade das emendas parlamentares – além da ausência de uma carga formal que justificasse o poder que o político teria para indicar os recursos.

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O ministro admitiu que seria cedo para afirmar que os valores tinham ido parar na conta de “terceiros”, e cita o Decreto-Lei nº 3.240/1941 para justificar o sequestro dos bens, que dispensaria a comprovação de origem ilícita em nome de garantir a integridade da “Fazenda Pública”.