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Dinheiro em caixa de sapato e reuniões privadas com detentos: o que diz ex-diretora de presídio que facilitou fuga em massa

Redação Por Redação
19 de abril de 2026
Em Notícias
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Dinheiro em caixa de sapato e reuniões privadas com detentos: o que diz ex-diretora de presídio que facilitou fuga em massa
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Dinheiro em caixa de sapato e reuniões privadas com detentos: o que diz ex-diretora de presídio que facilitou fuga em massa
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Ex-diretora detalha participação do ex-deputado federal Uldurico Júnior A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, detalhou o esquema montado para facilitar a fuga de detentos da unidade prisional, em dezembro de 2024. Após mais de um ano presa, Joneuma Silva Neres firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e, desde o mês passado, cumpre prisão domiciliar. Na colaboração, registrada em 9 de fevereiro deste ano, ela detalhou a própria participação no crime e disse que agiu a pedido do ex-deputado federal Uldurico Júnior (PSDB), com quem mantinha um relacionamento amoroso. Ele teria realizado reuniões com os detentos e negociado apoio na fuga de R$ 2 milhões, tendo recebido um adiantamento de R$ 200 mil. Segundo Joneuma, o montante foi repassado em espécie, entregue em caixas de sapato, além de transferências via PIX. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A ex-diretora contornou ainda que foi ameaçada por Uldurico para que não revelasse nada sobre o crime. Confira abaixo os destaques da delação da ex-diretora. Reuniões privadas com detentos Joneuma afirmou ao Ministério Público que conheceu Uldurico Júnior quando trabalhava na Unidade Prisional de Teixeira de Freitas. No local, ela ocupava uma carga administrativa. Uldurico Júnior e Joneuma Silva Neres. Redes sociais Conforme o relato, Uldurico já havia indicado diretores para o comando da unidade e conversar com os internos. Em algumas graças, ele teria levado outras pessoas nessas visitas, como alguns vereadores. As conversas com os internos eram feitas “de portas fechadas” e tidas como “normais”, segundo a ex-diretora. Então, em 14 de março de 2024, ela foi nomeada como diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. Ela contou que, no dia seguinte, Uldurico comparou ao presídio acompanhado de várias pessoas, entre elas o candidato o vereador Alberto Cley Santos Lima, conhecido como Cley da Auto Escola, então filiado ao PSD. Assim como fazia na unidade prisional de Teixeira de Freitas, Uldurico Júnior teria solicitado uma conversa com os chefes de todas as facções, custodiados no presídio de Eunápolis. Joneuma disse que atendeu ao pedido após se sentir pressionado. Informou também que, uma semana depois, Uldurico Júnior voltou à unidade, com as mesmas pessoas, para conversar com os mesmos internos. Entre os detentos estavam “Ednaldo”, mais conhecido como Dada, chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE); “Sirlon”, o Saguin, apontado como sub-líder da facção; “Luquinhas”, “Juan Pablo” e “Cascão”, que seriam os representantes de cada ala. Ednaldo Pereira Souza, conhecido por ‘Dada’, é procurado após fuga do Conjunto Penal de Eunápolis SSP-BA Segundo ela, em 14 de outubro de 2024, após ter perdido a eleição para prefeito de Teixeira de Freitas, Uldurico compareceu à cidade de Eunápolis, solicita-a para ter mais contato com Dada. A intenção dele seria conseguir recursos financeiros. De acordo com Joneuma, Uldurico afirmou que precisava de dinheiro com urgência para prestar contas e pagar determinadas pessoas com quem ele tinha dívidas. Foi em meio a esse cenário que Uldurico negociou a fuga com Dada por R$ 2 milhões, segundo ela. Dinheiro em caixa de sapato e repasses à família Ex-diretora de presídio chegou a ser presa suspeita de facilitar fuga de 16 detentos na Bahia Arquivo Pessoal A operação que culminou na prisão de Uldurico, realizada na última quinta-feira (16), foi batizada de “Duas Rosas” porque, segundo a investigação, ele e Joneuma usaram a expressão “chorar as rosas” para se referir a quanto ocorreria o pagamento do valor acordado pela fuga. Entenda como ocorreu a negociação, conforme relato da ex-diretora ⬇️ Em 2 de novembro de 2024, Joneuma e Uldurico Júnior estavam em um hotel, em Eunápolis, quando o candidato a vereador Alberto Cley e a esposa dele trouxeram uma pessoa de confiança de Dadá, que saiu do veículo de Cley e entrou no veículo do ex-deputado federal. No veículo, estavam Uldurico Júnior (no volante), Joneuma ao seu lado, e a pessoa de confiança de Dadá no banco traseiro. Essa pessoa ligou do celular dela para Dada e fez uma chamada em modo viva-voz. Na ocasião, foi firmado o acordo de facilitação da fuga em troca de R$ 2 milhões. O valor seria pago em espécie no dia 31 de dezembro, na cidade de Porto Seguro, quando um funcionário de Dada levaria o dinheiro para a casa de um primo de Uldurico. No entanto, o ex-deputado federal informou que necessitava com urgência de um adiantamento de R$ 350 mil. Dada teria aceitado adiantar o pagamento de R$ 200 mil antes da data da fuga. Segundo a delação de Joneuma Neres, a entrega do dinheiro do adiantamento ocorreu da seguinte maneira ⬇️ Na noite de 4 de novembro de 2024, uma ex-diretora estava sozinha em uma residência no bairro Juca Rosa, que tinha um adesivo com o nome “CLEY” colado no muro, parou o carro em frente à casa e uma pessoa da confiança de Dadá a entregar o dinheiro em uma caixa de sapato. No dia seguinte, ela entrou em contato com o pai de Uldurico Júnior, o político Uldurico Alves Pinto, via aplicativo de mensagens, perguntando onde deveria encontrá-lo para entregar o dinheiro. Joneuma disse que ela entregou o dinheiro, na mesma caixa de sapato, na casa do pai do ex-deputado federal, em Teixeira de Freitas, conforme acertado com ele. Informou que estavam presentes na residência o pai de Uldurico Júnior, um madrasta dele, uma funcionária doméstica e um assessor de família. O assessor teria conferido o dinheiro e o pai de Uldurico ficou com R$ 150 mil. Em relação ao restante do dinheiro, Joneuma disse que depositou R$ 21.600,00 na conta de Uldurico Júnior e fez um PIX de R$ 24 mil para a conta de um outro homem. Depois do pagamento do adiantamento de R$ 200 mil, Uldurico Júnior teria passado a pedir que Joneuma intermediasse a comunicação com Dada. A ex-diretora informou que as reuniões que tiveram sozinhas com o detento no presídio tinham o objetivo de realizar essa negociação e ganhar a confiança do traficante para que ele adiantasse mais valores. Joneuma afirmou ainda que o ex-deputado federal pediu mais R$ 100 mil de adiantamento, mas Dada negou e ressaltou que só faria o restante do pagamento após a fuga. Mudanças no plano de fuga Simulação mostra como os criminosos fizeram para resgatar 16 detentos de presídio na Bahia A versão relatada por Joneuma aponta que o plano inicial era favorecendo apenas a fuga de Dada, líder do PCE, e Saguin, sub-líder. No entanto, eles e outros 14 detentos fugiram. Houve mudanças também nos dados para a execução do plano. O combinado seria que os dois saíram do Presídio no dia 31 de dezembro, quando Joneuma estaria de férias, mas Dada teria decidido antecipar a fuga, pois foi informado por um policial que teria fiscalização no Presídio no dia de Réveillon e ele seria transferido. Segundo Joneuma, Uldurico questionou sobre as mudanças após a repercussão da fuga em massa. Ameaça Uldurico Júnior está preso desde quinta-feira (16) TSE A ex-diretora do presídio disse que foi ameaçada por Uldurico durante um encontro, em Salvador, para que não contasse nada sobre o esquema criminoso. Nessa ocasião, os dois combinaram a mesma versão para a defesa. Citação a ex-ministro O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi relatado na delação Evaristo Sa/AFP/Arquivo Joneuma disse ainda que, segundo Uldurico, metade do dinheiro da fuga seria para um chefe, se referindo ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Na época, Uldurico era filiado ao MDB, partido que tem Geddel como um de seus líderes na Bahia. Ela relatou que Uldurico costumava encaminhar mensagens enviadas por Geddel, cobrando os valores. Procurado pelo g1, o envolvimento político negociado com o caso (veja os detalhes ao final do texto). Diante disso, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra Uldurico Júnior e contra Dada — esse último ainda foragido. Endereços ligados a Alberto Cley Santos Lima e Mateus da Paixão Brandão, ambos citados por suposto envolvimento no plano de fuga, foram alvo de mandatos de busca e apreensão. Veja abaixo o que dizem as defesas dos alvos O g1 e a TV Bahia entraram em contato com a defesa de Joneuma, mas não receberam resposta até a última atualização desta reportagem. A defesa de Uldurico Júnior informou que todas as alegações da delação são falsas, com o intuito de se livrar da responsabilidade. “Uldurico nunca teve conhecimento de plano algum de fuga, nem recebeu dinheiro nenhum por tal fato, o que pode ser facilmente comprovado. Tanto a defesa quanto o acusado estão colaborando com a Justiça para que a verdade prevaleça”, afirmou. Em entrevista ao g1, Geddel Vieira Lima também negou envolvimento com o caso. “Eu fui tomado de profunda indignação com esse negócio, de saber que a gente termina convivendo com crimes e só descobri que uma pessoa é criminosa depois que o crime aparece. Fui colega do pai e dos tios desse rapaz, ele foi candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, o partido [MDB] Ajudei a ajudar… Sempre tratei ele com carinho e fui focado com a delação dessa mulher, que eu nunca vi, não sei quem é, nunca tive relação”, ressaltou o político. “Ela diz coisas não sobre mim, mas que ele disse para ela. No fundo, ele estava vendendo meu nome descaradamente para enganá-la, como se eu fosse observá-lo. O inquérito da polícia mostra quem recebeu o suposto dinheiro. O pai dele, outros vereadores, com PIX, e não faz nenhuma referência a mim”. Para Geddel, Uldurico é “irresponsável, inconsequente e leviano”. Ele disse que se sentiu “apunhalado”. “Trata-se de uma conversa entre dois crimes. Ele certamente vendeu meu nome para tentar engraçado a cúmplice dele nesse crime horrível que cometeram”, acusou. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informou que tem colaborado “de forma irrestrita” com todas as informações fáceis à investigação, desde que a fuga em massa local. O portal não conseguiu contato com as defesas de Alberto Cley Santos Lima, o Cley da Auto Escola, de Matheus da Paixão Brandão nem de Uldurico Alves Pinto, também político e pai do ex-deputado preso. g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 e.
Ex-diretora detalha participação do ex-deputado federal Uldurico Júnior A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, detalhou o esquema montado para facilitar a fuga de detentos da unidade prisional, em dezembro de 2024. Após mais de um ano presa, Joneuma Silva Neres firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e, desde o mês passado, cumpre prisão domiciliar. Na colaboração, registrada em 9 de fevereiro deste ano, ela detalhou a própria participação no crime e disse que agiu a pedido do ex-deputado federal Uldurico Júnior (PSDB), com quem mantinha um relacionamento amoroso. Ele teria realizado reuniões com os detentos e negociado apoio na fuga de R$ 2 milhões, tendo recebido um adiantamento de R$ 200 mil. Segundo Joneuma, o montante foi repassado em espécie, entregue em caixas de sapato, além de transferências via PIX. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A ex-diretora contornou ainda que foi ameaçada por Uldurico para que não revelasse nada sobre o crime. Confira abaixo os destaques da delação da ex-diretora. Reuniões privadas com detentos Joneuma afirmou ao Ministério Público que conheceu Uldurico Júnior quando trabalhava na Unidade Prisional de Teixeira de Freitas. No local, ela ocupava uma carga administrativa. Uldurico Júnior e Joneuma Silva Neres. Redes sociais Conforme o relato, Uldurico já havia indicado diretores para o comando da unidade e conversar com os internos. Em algumas graças, ele teria levado outras pessoas nessas visitas, como alguns vereadores. As conversas com os internos eram feitas “de portas fechadas” e tidas como “normais”, segundo a ex-diretora. Então, em 14 de março de 2024, ela foi nomeada como diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. Ela contou que, no dia seguinte, Uldurico comparou ao presídio acompanhado de várias pessoas, entre elas o candidato o vereador Alberto Cley Santos Lima, conhecido como Cley da Auto Escola, então filiado ao PSD. Assim como fazia na unidade prisional de Teixeira de Freitas, Uldurico Júnior teria solicitado uma conversa com os chefes de todas as facções, custodiados no presídio de Eunápolis. Joneuma disse que atendeu ao pedido após se sentir pressionado. Informou também que, uma semana depois, Uldurico Júnior voltou à unidade, com as mesmas pessoas, para conversar com os mesmos internos. Entre os detentos estavam “Ednaldo”, mais conhecido como Dada, chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE); “Sirlon”, o Saguin, apontado como sub-líder da facção; “Luquinhas”, “Juan Pablo” e “Cascão”, que seriam os representantes de cada ala. Ednaldo Pereira Souza, conhecido por ‘Dada’, é procurado após fuga do Conjunto Penal de Eunápolis SSP-BA Segundo ela, em 14 de outubro de 2024, após ter perdido a eleição para prefeito de Teixeira de Freitas, Uldurico compareceu à cidade de Eunápolis, solicita-a para ter mais contato com Dada. A intenção dele seria conseguir recursos financeiros. De acordo com Joneuma, Uldurico afirmou que precisava de dinheiro com urgência para prestar contas e pagar determinadas pessoas com quem ele tinha dívidas. Foi em meio a esse cenário que Uldurico negociou a fuga com Dada por R$ 2 milhões, segundo ela. Dinheiro em caixa de sapato e repasses à família Ex-diretora de presídio chegou a ser presa suspeita de facilitar fuga de 16 detentos na Bahia Arquivo Pessoal A operação que culminou na prisão de Uldurico, realizada na última quinta-feira (16), foi batizada de “Duas Rosas” porque, segundo a investigação, ele e Joneuma usaram a expressão “chorar as rosas” para se referir a quanto ocorreria o pagamento do valor acordado pela fuga. Entenda como ocorreu a negociação, conforme relato da ex-diretora ⬇️ Em 2 de novembro de 2024, Joneuma e Uldurico Júnior estavam em um hotel, em Eunápolis, quando o candidato a vereador Alberto Cley e a esposa dele trouxeram uma pessoa de confiança de Dadá, que saiu do veículo de Cley e entrou no veículo do ex-deputado federal. No veículo, estavam Uldurico Júnior (no volante), Joneuma ao seu lado, e a pessoa de confiança de Dadá no banco traseiro. Essa pessoa ligou do celular dela para Dada e fez uma chamada em modo viva-voz. Na ocasião, foi firmado o acordo de facilitação da fuga em troca de R$ 2 milhões. O valor seria pago em espécie no dia 31 de dezembro, na cidade de Porto Seguro, quando um funcionário de Dada levaria o dinheiro para a casa de um primo de Uldurico. No entanto, o ex-deputado federal informou que necessitava com urgência de um adiantamento de R$ 350 mil. Dada teria aceitado adiantar o pagamento de R$ 200 mil antes da data da fuga. Segundo a delação de Joneuma Neres, a entrega do dinheiro do adiantamento ocorreu da seguinte maneira ⬇️ Na noite de 4 de novembro de 2024, uma ex-diretora estava sozinha em uma residência no bairro Juca Rosa, que tinha um adesivo com o nome “CLEY” colado no muro, parou o carro em frente à casa e uma pessoa da confiança de Dadá a entregar o dinheiro em uma caixa de sapato. No dia seguinte, ela entrou em contato com o pai de Uldurico Júnior, o político Uldurico Alves Pinto, via aplicativo de mensagens, perguntando onde deveria encontrá-lo para entregar o dinheiro. Joneuma disse que ela entregou o dinheiro, na mesma caixa de sapato, na casa do pai do ex-deputado federal, em Teixeira de Freitas, conforme acertado com ele. Informou que estavam presentes na residência o pai de Uldurico Júnior, um madrasta dele, uma funcionária doméstica e um assessor de família. O assessor teria conferido o dinheiro e o pai de Uldurico ficou com R$ 150 mil. Em relação ao restante do dinheiro, Joneuma disse que depositou R$ 21.600,00 na conta de Uldurico Júnior e fez um PIX de R$ 24 mil para a conta de um outro homem. Depois do pagamento do adiantamento de R$ 200 mil, Uldurico Júnior teria passado a pedir que Joneuma intermediasse a comunicação com Dada. A ex-diretora informou que as reuniões que tiveram sozinhas com o detento no presídio tinham o objetivo de realizar essa negociação e ganhar a confiança do traficante para que ele adiantasse mais valores. Joneuma afirmou ainda que o ex-deputado federal pediu mais R$ 100 mil de adiantamento, mas Dada negou e ressaltou que só faria o restante do pagamento após a fuga. Mudanças no plano de fuga Simulação mostra como os criminosos fizeram para resgatar 16 detentos de presídio na Bahia A versão relatada por Joneuma aponta que o plano inicial era favorecendo apenas a fuga de Dada, líder do PCE, e Saguin, sub-líder. No entanto, eles e outros 14 detentos fugiram. Houve mudanças também nos dados para a execução do plano. O combinado seria que os dois saíram do Presídio no dia 31 de dezembro, quando Joneuma estaria de férias, mas Dada teria decidido antecipar a fuga, pois foi informado por um policial que teria fiscalização no Presídio no dia de Réveillon e ele seria transferido. Segundo Joneuma, Uldurico questionou sobre as mudanças após a repercussão da fuga em massa. Ameaça Uldurico Júnior está preso desde quinta-feira (16) TSE A ex-diretora do presídio disse que foi ameaçada por Uldurico durante um encontro, em Salvador, para que não contasse nada sobre o esquema criminoso. Nessa ocasião, os dois combinaram a mesma versão para a defesa. Citação a ex-ministro O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi relatado na delação Evaristo Sa/AFP/Arquivo Joneuma disse ainda que, segundo Uldurico, metade do dinheiro da fuga seria para um chefe, se referindo ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Na época, Uldurico era filiado ao MDB, partido que tem Geddel como um de seus líderes na Bahia. Ela relatou que Uldurico costumava encaminhar mensagens enviadas por Geddel, cobrando os valores. Procurado pelo g1, o envolvimento político negociado com o caso (veja os detalhes ao final do texto). Diante disso, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra Uldurico Júnior e contra Dada — esse último ainda foragido. Endereços ligados a Alberto Cley Santos Lima e Mateus da Paixão Brandão, ambos citados por suposto envolvimento no plano de fuga, foram alvo de mandatos de busca e apreensão. Veja abaixo o que dizem as defesas dos alvos O g1 e a TV Bahia entraram em contato com a defesa de Joneuma, mas não receberam resposta até a última atualização desta reportagem. A defesa de Uldurico Júnior informou que todas as alegações da delação são falsas, com o intuito de se livrar da responsabilidade. “Uldurico nunca teve conhecimento de plano algum de fuga, nem recebeu dinheiro nenhum por tal fato, o que pode ser facilmente comprovado. Tanto a defesa quanto o acusado estão colaborando com a Justiça para que a verdade prevaleça”, afirmou. Em entrevista ao g1, Geddel Vieira Lima também negou envolvimento com o caso. “Eu fui tomado de profunda indignação com esse negócio, de saber que a gente termina convivendo com crimes e só descobri que uma pessoa é criminosa depois que o crime aparece. Fui colega do pai e dos tios desse rapaz, ele foi candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, o partido [MDB] Ajudei a ajudar… Sempre tratei ele com carinho e fui focado com a delação dessa mulher, que eu nunca vi, não sei quem é, nunca tive relação”, ressaltou o político. “Ela diz coisas não sobre mim, mas que ele disse para ela. No fundo, ele estava vendendo meu nome descaradamente para enganá-la, como se eu fosse observá-lo. O inquérito da polícia mostra quem recebeu o suposto dinheiro. O pai dele, outros vereadores, com PIX, e não faz nenhuma referência a mim”. Para Geddel, Uldurico é “irresponsável, inconsequente e leviano”. Ele disse que se sentiu “apunhalado”. “Trata-se de uma conversa entre dois crimes. Ele certamente vendeu meu nome para tentar engraçado a cúmplice dele nesse crime horrível que cometeram”, acusou. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informou que tem colaborado “de forma irrestrita” com todas as informações fáceis à investigação, desde que a fuga em massa local. O portal não conseguiu contato com as defesas de Alberto Cley Santos Lima, o Cley da Auto Escola, de Matheus da Paixão Brandão nem de Uldurico Alves Pinto, também político e pai do ex-deputado preso. g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 e.[/gpt3]

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