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Desaprovação recorde e o fim da lua de mel entre Lula e STF

Redação Por Redação
27 de março de 2026
Em Notícias
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Desaprovação recorde e o fim da lua de mel entre Lula e STF
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No programa Última Análise desta quarta-feira (25), os comentaristas falaram a respeito da convocação ao presidente Lula (PT), que atingiu o número de 61% recentemente, segundo o PoderData. Somado ao crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até supera o petista em alguns cenários, segundo pesquisa AtlasIntel, certa ala do governo pensa em uma manobra política: descolar-se da imagem negativa do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O governo é um ‘salve-se quem puder’ e Lula perdeu o controle. Ele é um presidente sem povo, sem legitimidade e extremamente centralizado”, critica a advogada Fabiana Barroso.

A reforma do Judiciário também emitiu uma circular entre o petismo, focando no estabelecimento de padrões éticos, regime disciplinar e redução de gastos. Assim, junto com a pauta de segurança pública, o sistema judicial pode se tornar uma iniciativa de esquerda nas eleições de outubro.

Entretanto, para o ex-procurador Deltan Dallagnol, tentar se desvincular do STF é uma “operação retórica praticamente impossível”. Segundo ele, “Lula articulou com o STF a pauta da defesa da democracia e a narrativa da soberania nacional. Agora que o STF se tornou um fardo, ele quer se descolar. Mas o eleitor vai lembrar”.

O projeto de lei da misoginia

O Senado aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que equipara a misoginia, que consiste na manifestação de ódio ou aversão às mulheres, ao crime de racismo. Aprovado por unanimidade, com 67 votos específicos, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

“Trata-se de usar o direito penal para mudar a cultura e a sociedade. Mais grave, é a própria institucionalização da loucura, pois não há como fundamentar a proposta de forma racional. A violência contra a mulher já está prevista em legislação”, lembra o escritor Francisco Escorsim.

Dallagnol atribuiu a iniciativa à ideologia “acordou”, que se refere ao conjunto de pautas progressistas, como diversidade, inclusão, linguagem neutra e ideologia de gênero. “Eles não querem proteger a mulher. Eles querem introduzir uma ideologia de esquerda com força de lei, acabando com condutas legítimas dentro do ambiente social”, afirma ele.

Alcolumbre e a paralisação das investigações

Cada vez mais inerte no papel de líder do Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) tem resistido ao avanço nas investigações de fraude do INSS e no caso do Banco Master. Enquanto isso, no STF, o ministro André Mendonça tenta mobilizar a Casa, determinando a prorrogação do trabalho da CPMI.

“Alcolumbre também está enrolado em investigações, então um ‘pacto de sangue’ com o STF pode salvar tanto um quanto outro. Sem falar que uma CPMI do Master já era pra ter sido instalada”, avalia Dallagnol.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas tentados para os rumores do país.

Metodologia

O PoderData realizou 2.500 entrevistas por telefone em 132 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. A AtlasIntel utilizou 5.028 entrevistados recrutados digitalmente pela metodologia Atlas RDR, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento da AtlasIntel está oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.

Tags: André MendonçaBanco Mestrecâmara dos deputadosDavid Alcolumbredesaprovaçãoentrefimflavio bolsonaroinssJudiciárioLualulaMelpesquisasracismorecordesegurança públicaSenadoSTF
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