A oposição comemorou mais uma derrota do governo na tarde desta quinta-feira (30), após os vetos do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria serem derrubados em votações consecutivas na Câmara e no Senado. Após o resultado, os parlamentares de direita comemoraram com a marcha “Chora, Petista”, incorporada como jingle informal da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O próprio senador comemorou o resultado como um presente pelo seu aniversário de 45 anos, comemorado hoje. “A derrota do PT é uma vitória do BRASIL! graças aos Deputados e Senadores por este presente de aniversário tão especial, derrubando o veto ao PL da Dosimetria! Foi um 1° passo na direção ao objetivo de promoção da justiça INTEGRAL aos perseguidos do 8/Jan”, disse o parlamentar no X.
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O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente ao projeto de lei nº 2.162 de 2023, chamado de “PL da dosimetria”, que altera as regras para o cálculo de penas para os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. É a segunda derrota de Lula no Congresso Nacional em menos de 24 horas.
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A derrubada do veto ao projeto de dosimetria foi gerida por parlamentares da oposição como uma resposta do Congresso à revisão de penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Para o deputado Filipe Barros (PL-PR), o resultado reflete uma percepção consolidada dentro do Parlamento. “Existe uma percepção nítida da realidade. Hoje o Congresso Nacional fez justiça”, afirmou, ao defensor que houve falhas no respeito a garantias fundamentais ao longo dos processos.
O senador Jorge Seif (PL-SC) ressaltou os efeitos concretos da medida, com prováveis mudanças na situação de condenações. Segundo ele, a aprovação pode alterar diretamente a vida das famílias atingidas pelas decisões judiciais. “A dosimetria já leva muitas pessoas a voltar ao convívio normal. Aqueles que estão na prisão domiciliar vão poder retomar a vida”, disse o senador.
Na avaliação do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), a votação marcou o início de um reposicionamento institucional do Congresso sobre o tema. Ele destacou que a medida se insere numa agenda mais ampla do Parlamento. “Esse primeiro passo foi o projeto da redução de penas para refletir a perseguição política que tem acontecido”, declarou.
Já a deputada Caroline de Toni (PL-SC) enfatizou a necessidade de proporcionalidade nas punições aplicadas. Para ela, a decisão reflete um avanço na compreensão sobre o tema dentro do Congresso. “A justiça nada mais é do que o senso das proporções, dar a cada um o que é devido”, concluiu o parlamentar.
Sobre a marchinha
A marchinha “Chora, Petista” imita a sonoridade da torcida Geral do Grêmio, ou Barra Loca Gremista, que desde o início do século XXI imita a sonoridade e a paixão dos torcedores argentinos ao apoiarem seus tempos com gritos de torcida e cujo título original era “Somos campeões do mundo”.
Ainda na época do impeachment de Dilma Rousseff, há mais de 10 anos, a canção de torcida foi adaptada pela chamada Banda Loka Liberal para provocar apoiadores dos governos petistas em meio aos escândalos de corrupção. Mais recentemente, vídeos no Tiktok e em outras redes sociais associaram a marcha à campanha de Flávio rumo à Presidência da República.
Letra: Chora petista, bolivariano Porque o pão com mortadela está acabando Tua conduta é imoral Fere os princípios da CF nacional
Refrão: Olê, olê, olê, olê Vamos na rua pra derrubar o PT! Olê, olê, olê, olê Chora petista, o pão com mortadela vai acabar!

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