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Deputados governistas pedem à PGR para afastar Toffoli do caso Master

Por Redação
29 de janeiro de 2026
Em Notícias
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Deputados governistas pedem à PGR para afastar Toffoli do caso Master
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


Os deputados federais da base governamental acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir o afastamento do ministro Dias Toffoli da reportagem do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A representação foi apresentada por Heloísa Helena (PSOL-RJ), Fernanda Melchionna (PSOL-RJ), Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e Túlio Gadêlha (Rede-PE).

Esse é o primeiro pedido de legendas ligadas à base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o envolvimento de Toffoli no caso. Até então, apenas partidos de oposição, como Novo e PL, forneceram notificação oficial do adiamento do magistrado do processo.

No documento enviado à PGR, os parlamentares citam reportagens que apontam uma suposta proximidade entre o ministro e pessoas ligadas aos investigados do caso do Banco Master. Segundo o grupo, o pedido não faz julgamento pessoal sobre o magistrado, mas busca evitar dúvidas sobre a imparcialidade da condução do inquérito.

“A nossa representação é cumprimento de nossas obrigações parlamentares, mas ela, em nada, substitui a única ferramenta capaz de desvendar os esgotos do Banco Master que é a CPMI, para que o povo brasileiro possa, didaticamente, acompanhar e não permitir que tanta promiscuidade volte a acontecer no país”, afirmou Heloísa Helena.

VEJA TAMBÉM:

  • Toffoli apresentou presença em resort de luxo após início de operações da PF em 2025

O pedido dos deputados governamentalistas ocorre dias após o Novo acionar novamente a PGR com um pedido semelhante. A nova iniciativa de oposição surgiu depois do procurador-geral, Paulo Gonet, arquivar um primeiro pedido apresentado pelos deputados do Novo e do PL.

Na nova representação, os parlamentares da esquerda reforçam que o afastamento do relator seria uma medida cautelar para resguardar a confiança pública no andamento das investigações.

“A iniciativa é cumprimento de nossas obrigações parlamentares, mas ela não substitui a necessidade de purificação ampla para que a sociedade possa acompanhar os fatos”, diz o texto.

Entre os episódios relatados, está uma viagem do ministro Dias Toffoli para a final da Copa Libertadores de 2025, no Peru, no mesmo voo particular de um advogado que atua na defesa de investigados ligados ao Banco Master. Para os parlamentares, situações desse tipo levantam questionamentos sobre a distância necessária entre o relator e as partes envolvidas no inquérito.

Além da viagem, também foi revelado pela imprensa que irmãos e primos do ministro eram acionistas de resorts de luxo no Paraná por meio de fundos de investimento do Banco Master ligados a um parente do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição. Em um deles, Toffoli é tratado por funcionários como proprietário.

A representação sustenta que, mesmo sem comprovação de irregularidades, a simples aparência de proximidade de Toffoli com o caso pode comprometer a legitimidade dos atos praticados no processo. Há, ainda, o fato de que o magistrado decretou sigilo absoluto em todos os autos das investigações e passou a restringir a atuação da Polícia Federal, responsável pela apuração.

Os deputados solicitam que, caso a PGR entenda necessário, o processo seja redistribuído no Supremo Tribunal Federal. O argumento central é evitar questionamentos futuros que possam colocar em risco a validade das decisões tomadas no inquérito.

O pedido agora está sob análise da Procuradoria-Geral da República e ainda não houve manifestação oficial sobre o mérito da solicitação. Até o momento, o STF não se pronunciou sobre qualquer possibilidade de mudança na reportagem do caso Banco Master.

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Tags: afastarBanco MestreCasodeputadosdias toffoliFernanda MelchionaGovernistasMasterparapedempgrpsolRede SustentabilidadeToffoliTúlio Gadêlha
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