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Delegado fazia guarda de dinheiro sacado de contratos do Rio Metrópole e usava carro da Polícia Civil no esquema, diz MP

Por Redação
10 de julho de 2026
Em Notícias
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Delegado fazia guarda de dinheiro sacado de contratos do Rio Metrópole e usava carro da Polícia Civil no esquema, diz MP
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Delegado fazia guarda de dinheiro sacado de contratos do Rio Metrópole e usava carro da Polícia Civil no esquema, diz MP
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Instituto Rio Metrópole teve verba de R$ 480 milhões em gestão de presidente preso O delegado da Polícia Civil François Dias Nepomuceno, preso na Operação Ouroboros, era o responsável por guardar e transportar o dinheiro em espécie sacado das contas de empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole (IRM), segunda denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) (entenda o suposto esquema). De acordo com as investigações, o dinheiro dos contratos investigados fraudulentos foi retirado das contas bancárias logo após os pagamentos feitos pela autarquia e levados para a empresa Rio Forte Vigilância e Segurança Privada, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. No local, os valores permanentes foram armazenados até serem distribuídos entre os membros da organização criminosa. Segundo o MPRJ, Franquis coordenou pessoalmente essa operação. Imagens obtidas durante a investigação mostram o delegado saindo da sede da empresa acompanhado de outro homem. Nas gravações, ambos parecem familiaridade com o local. O acompanhante é quem fecha a porta da empresa antes de ambos deixarem o imóvel. Leia também: Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ O delegado Franquis Dias Nepomuceno e o procurador do estado Marcelo Lopes da Silva Globo Polícia Federal faz operação contra um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares no Rio A denúncia afirma que Franquis foi visto diversas vezes na sede de Rio Forte. Embora a empresa tenha marca registrada em nome de Leilson de Souza Nepomuceno, pai do delegado, o Ministério Público sustenta que o controle efetivo da empresa era exercido por Franquis. “O sócio formal da Rioforte Vigilância e Segurança Privada Ltda. é o denunciado Leilson de Souza Nepomuceno, pai do denunciado Franquis Dias Nepomuceno”, afirma a denúncia. Ainda segundo o documento, o delegado frequentava a empresa utilizando um veículo oficial da Polícia Civil, que, para os promotores, era colocado “a serviço do esquema”. 📱Favorito o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Delegado também administrou as contas da autarquia As investigações apontam que Franquis não atuava apenas no transporte e na guarda dos valores em espécie. Entre 27 de novembro e 16 de dezembro de 2023, ele recebeu poderes para praticar atos de gestão orçamentária, financeira e patrimonial do Instituto Rio Metrópole. Segundo o Ministério Público, a função foi delegada pelo então presidente da autarquia, David Perini Vermelho, conhecido como Didê. Depois desse período, Franquis assumiu outros cargos no instituto e, até ser preso na terça-feira (9), ocupou a Diretoria de Desenvolvimento do IRM. De acordo com os promotores, ele e Didê mantiveram uma relação de proximidade durante toda a gestão da autarquia. Os dois foram presos na Operação Ouroboros, que apuram um esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos que somam mais de R$ 86 milhões. Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole Reprodução/TV Globo Didê assumiu a presidência do Instituto Rio Metrópole em janeiro de 2023. Ele foi escolhido em uma eleição informal que contou com o apoio de 20 dos 22 prefeitos da Região Metropolitana do Rio. Ao assumir a carga, já respondeu a processos criminais, entre eles uma ação relacionada à compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19. Na Operação Ouroboros, deflagrada nesta semana, ele foi preso e denunciado pelo Ministério Público por crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de provas. Segundo o promotor de Justiça Décio Alonso, um dos desafios da investigação foi compreender o funcionamento e a finalidade do Instituto Rio Metrópole. “Essa investigação é uma constante descoberta de fatos novos. Primeiro foi a apresentação do instituto em si, que a maioria da população desconhecia a existência. O segundo foi tentar definir qual era o objeto de atuação, que até agora não conseguiu determinar. O terceiro é conseguir concatenar o motivo por quais determinados contratos foram realizados”, afirmou. Segundo o Ministério Público, a partir desse trabalho foi possível identificar contratos suspeitos e o suposto esquema de direcionamento de licitações e desvio de recursos públicos investigados na operação. O Instituto recebeu recursos milionários após leilão da Cedae Criado por lei complementar em dezembro de 2018 e vinculado à Casa Civil do governo estadual, o Instituto Rio Metrópole foi concebido para desenvolver políticas públicas integradas para os municípios da Região Metropolitana nas áreas de mobilidade, saneamento, habitação, urbanização e desenvolvimento econômico. Na prática, o órgão começou a funcionar em novembro de 2019. O volume de recursos da autarquia aumentou significativamente após a concessão dos serviços da Cedae, em 2021. Além de receber parte dos valores obtidos no leilão, o instituto passou a ter direito a 0,5% de toda a receita tarifária arrecadada pelas operações de água e esgoto nos municípios da Região Metropolitana. Os repasses cresceram ano após ano: 2022: R$ 23,9 milhões; 2023: R$ 30,4 milhões; 2024: R$ 33,8 milhões; 2025: R$ 37,6 milhões. Mudança ampliou gastos da autarquia Em outubro de 2023, uma lei sancionada pelo então governador Cláudio Castro ampliou as atribuições do Instituto Rio Metrópole, permitindo que uma autarquia executasse diretamente obras e intervenções urbanas que antes eram de responsabilidade das prefeituras. Segundo o Ministério Público, a mudança ocorreu um ano antes das eleições municipais e provocou uma expansão expressiva nos gastos do instituto. Antes da alteração legal, em 2023, a autarquia havia executado cerca de R$ 7,3 milhões. No ano seguinte, esse valor saltou para R$ 161,1 milhões. Durante toda a gestão de Didê, foram movimentados aproximadamente R$ 480 milhões. Entre os contratos investigados está um de R$ 57 milhões para “serviços de restauração, manutenção, conservação com melhorias da mobilidade nas vias e calçadas em trechos descontínuos de interesse da Região Metropolitana”. Segundo os promotores, o processo não especifica em quais ruas nem em quais municípios as intervenções foram realizadas. O documento apenas informa a execução de 11 quilômetros de vias e 372 mil metros quadrados de calçadas em toda a Região Metropolitana. Para a promotora de Justiça Roberta Jorio, o instituto foi desvirtuado de sua finalidade. “O Instituto Rio Metrópole, que deveria ser utilizado para fins de gestão, melhoria e aprimoramento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na verdade está sendo utilizado para fins de enriquecimento ilícito dessa organização criminosa”, afirmou. O que dizem os citados Em nota, a defesa de David Perini Vermelho, conhecido como Didê, afirmou que os contratos investigados foram firmados pela gestão anterior do Instituto Rio Metrópole e que os aditivos contratuais foram realizados “nos rigores da lei”. A também defesa disse que Didê é inocente e que confia na Justiça. O g1 não conseguiu contato com os demais citados nesta reportagem. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Instituto Rio Metrópole teve verba de R$ 480 milhões em gestão de presidente preso O delegado da Polícia Civil François Dias Nepomuceno, preso na Operação Ouroboros, era o responsável por guardar e transportar o dinheiro em espécie sacado das contas de empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole (IRM), segunda denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) (entenda o suposto esquema). De acordo com as investigações, o dinheiro dos contratos investigados fraudulentos foi retirado das contas bancárias logo após os pagamentos feitos pela autarquia e levados para a empresa Rio Forte Vigilância e Segurança Privada, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. No local, os valores permanentes foram armazenados até serem distribuídos entre os membros da organização criminosa. Segundo o MPRJ, Franquis coordenou pessoalmente essa operação. Imagens obtidas durante a investigação mostram o delegado saindo da sede da empresa acompanhado de outro homem. Nas gravações, ambos parecem familiaridade com o local. O acompanhante é quem fecha a porta da empresa antes de ambos deixarem o imóvel. Leia também: Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ O delegado Franquis Dias Nepomuceno e o procurador do estado Marcelo Lopes da Silva Globo Polícia Federal faz operação contra um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares no Rio A denúncia afirma que Franquis foi visto diversas vezes na sede de Rio Forte. Embora a empresa tenha marca registrada em nome de Leilson de Souza Nepomuceno, pai do delegado, o Ministério Público sustenta que o controle efetivo da empresa era exercido por Franquis. “O sócio formal da Rioforte Vigilância e Segurança Privada Ltda. é o denunciado Leilson de Souza Nepomuceno, pai do denunciado Franquis Dias Nepomuceno”, afirma a denúncia. Ainda segundo o documento, o delegado frequentava a empresa utilizando um veículo oficial da Polícia Civil, que, para os promotores, era colocado “a serviço do esquema”. 📱Favorito o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Delegado também administrou as contas da autarquia As investigações apontam que Franquis não atuava apenas no transporte e na guarda dos valores em espécie. Entre 27 de novembro e 16 de dezembro de 2023, ele recebeu poderes para praticar atos de gestão orçamentária, financeira e patrimonial do Instituto Rio Metrópole. Segundo o Ministério Público, a função foi delegada pelo então presidente da autarquia, David Perini Vermelho, conhecido como Didê. Depois desse período, Franquis assumiu outros cargos no instituto e, até ser preso na terça-feira (9), ocupou a Diretoria de Desenvolvimento do IRM. De acordo com os promotores, ele e Didê mantiveram uma relação de proximidade durante toda a gestão da autarquia. Os dois foram presos na Operação Ouroboros, que apuram um esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos que somam mais de R$ 86 milhões. Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole Reprodução/TV Globo Didê assumiu a presidência do Instituto Rio Metrópole em janeiro de 2023. Ele foi escolhido em uma eleição informal que contou com o apoio de 20 dos 22 prefeitos da Região Metropolitana do Rio. Ao assumir a carga, já respondeu a processos criminais, entre eles uma ação relacionada à compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19. Na Operação Ouroboros, deflagrada nesta semana, ele foi preso e denunciado pelo Ministério Público por crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de provas. Segundo o promotor de Justiça Décio Alonso, um dos desafios da investigação foi compreender o funcionamento e a finalidade do Instituto Rio Metrópole. “Essa investigação é uma constante descoberta de fatos novos. Primeiro foi a apresentação do instituto em si, que a maioria da população desconhecia a existência. O segundo foi tentar definir qual era o objeto de atuação, que até agora não conseguiu determinar. O terceiro é conseguir concatenar o motivo por quais determinados contratos foram realizados”, afirmou. Segundo o Ministério Público, a partir desse trabalho foi possível identificar contratos suspeitos e o suposto esquema de direcionamento de licitações e desvio de recursos públicos investigados na operação. O Instituto recebeu recursos milionários após leilão da Cedae Criado por lei complementar em dezembro de 2018 e vinculado à Casa Civil do governo estadual, o Instituto Rio Metrópole foi concebido para desenvolver políticas públicas integradas para os municípios da Região Metropolitana nas áreas de mobilidade, saneamento, habitação, urbanização e desenvolvimento econômico. Na prática, o órgão começou a funcionar em novembro de 2019. O volume de recursos da autarquia aumentou significativamente após a concessão dos serviços da Cedae, em 2021. Além de receber parte dos valores obtidos no leilão, o instituto passou a ter direito a 0,5% de toda a receita tarifária arrecadada pelas operações de água e esgoto nos municípios da Região Metropolitana. Os repasses cresceram ano após ano: 2022: R$ 23,9 milhões; 2023: R$ 30,4 milhões; 2024: R$ 33,8 milhões; 2025: R$ 37,6 milhões. Mudança ampliou gastos da autarquia Em outubro de 2023, uma lei sancionada pelo então governador Cláudio Castro ampliou as atribuições do Instituto Rio Metrópole, permitindo que uma autarquia executasse diretamente obras e intervenções urbanas que antes eram de responsabilidade das prefeituras. Segundo o Ministério Público, a mudança ocorreu um ano antes das eleições municipais e provocou uma expansão expressiva nos gastos do instituto. Antes da alteração legal, em 2023, a autarquia havia executado cerca de R$ 7,3 milhões. No ano seguinte, esse valor saltou para R$ 161,1 milhões. Durante toda a gestão de Didê, foram movimentados aproximadamente R$ 480 milhões. Entre os contratos investigados está um de R$ 57 milhões para “serviços de restauração, manutenção, conservação com melhorias da mobilidade nas vias e calçadas em trechos descontínuos de interesse da Região Metropolitana”. Segundo os promotores, o processo não especifica em quais ruas nem em quais municípios as intervenções foram realizadas. O documento apenas informa a execução de 11 quilômetros de vias e 372 mil metros quadrados de calçadas em toda a Região Metropolitana. Para a promotora de Justiça Roberta Jorio, o instituto foi desvirtuado de sua finalidade. “O Instituto Rio Metrópole, que deveria ser utilizado para fins de gestão, melhoria e aprimoramento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na verdade está sendo utilizado para fins de enriquecimento ilícito dessa organização criminosa”, afirmou. O que dizem os citados Em nota, a defesa de David Perini Vermelho, conhecido como Didê, afirmou que os contratos investigados foram firmados pela gestão anterior do Instituto Rio Metrópole e que os aditivos contratuais foram realizados “nos rigores da lei”. A também defesa disse que Didê é inocente e que confia na Justiça. 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