A defesa de Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero por irregularidades no Banco Master, pediu ao STF a abertura de um inquérito nesta sexta-feira (6). O objetivo é apurar o vazamento de conversas de seu celular que citam autoridades e o ministro Alexandre de Moraes.
Qual foi o pedido feito pela defesa de Daniel Vorcaro ao STF?
Os advogados do banqueiro solicitaram que o Supremo Tribunal Federal investigasse quem deixou vazar dados sigilosos dos celulares apreendidos pela Polícia Federal. Segundo a defesa, o material foi divulgado pela imprensa antes mesmo dos advogados terem acesso total ao conteúdo, o que pode configurar uma violação do dever de guarda de provas sigilosas por parte de autoridades ou funcionários públicos.
O que dizem as mensagens vazadas sobre a relação com Alexandre de Moraes?
As mensagens sugerem que Vorcaro mantinha contato com o ministro do STF, inclusive no dia de sua primeira prisão, em novembro de 2024. Nos textos, o banqueiro faria uma espécie de ‘prestação de contas’ sobre esforços para salvar o Banco Master e mencionava viagens ao exterior para fechar negócios. A alegação é que esses diálogos podem ser editados ou fóruns de contexto para capacitar os envolvidos.
Quais outras autoridades aparecem nas conversas do banqueiro?
Além de Moraes, os registros da Polícia Federal citam encontros ou conversas com o presidente Lula e políticos influentes, como Ciro Nogueira, Hugo Motta e Davi Alcolumbre. Os diálogos envolvem temas como mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é um tipo de seguro que protege o dinheiro de quem investe em bancos, ou que traria benefícios diretamente ao Banco Master.
Por que Daniel Vorcaro foi preso novamente nesta semana?
Recentemente detido na terceira fase da operação Compliance Zero, o banqueiro é investigado por crimes financeiros. Além disso, a polícia aponta a existência de uma ‘milícia privada’ sob seu comando. Esse grupo seria responsável por ameaçar e pressionar testemunhas, ex-funcionários e até jornalistas que publicassem notícias relacionadas aos interesses de seu banco.
O que a defesa alega sobre os dados apreendidos?
Os advogados afirmam que o HD com a cópia dos dados do celular foi entregue a eles apenas no dia 3 de março e imediatamente lacrado diante de um tabelião para garantir o sigilo. Por isso, consideramos estranho que os detalhes íntimos e diálogos com políticos tenham surgido na imprensa logo em seguida, reforçando a tese de que alguém com acesso oficial às provas violou o segredo de justiça.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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