Defesa de Flávio Bolsonaro nega propaganda antecipada



A equipe jurídica de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (14) que não vê risco de uma ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) após a divulgação do vídeo em que o parlamentar lê uma carta enviada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os advogados sustentam que a gravação não configura propaganda eleitoral antecipada porque não contém pedido explícito de votos.

Em nota, a defesa argumentou que o MPE não ingressou com ações contra pré-candidatos, apesar da existência de mais de 150 processos em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo os representantes do Senado, as disputas desse tipo costumam ser conduzidas pelas próprias campanhas.

Os advogados também reagiram à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias e determinou uma manifestação do Ministério Público sobre possíveis medidas na esfera eleitoral.

Na decisão, Moraes afirmou que a divulgação do vídeo e o uso de expressões com significado semelhante a um pedido de voto podem caracterizar propaganda antecipada durante o período vedado pela legislação.