De apostas ilegais a contratos com influenciadores: como funcionou o esquema bilionário que levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
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Operação da PF contra transações ilegais de mais de R$ 1,6 milhões prende MC Ryan SP e Poze do Rodo A Polícia Federal revelou, nesta quarta-feira (15), que o esquema de uma organização criminosa suspeita de lavagem mais de R$ 1,6 bilhão utilizava uma estrutura complexa, com empresas, influenciadores digitais e operações financeiras sofisticadas para ocultar a origem de recursos ilícitos. A organização foi alvo de uma megaoperação da PF com 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos. Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que têm quase 15 milhões de seguidores, também foram presos na operação, além de outros produtores de conteúdo. Como funcionava o esquema bilionário MC Ryan SP e MC Poze do Rodo Reprodução/Redes sociais 💰 Origem do dinheiro Em coletiva de imprensa, o delegado Marcelo Maceira explicou que o dinheiro usado no esquema teria como origem apostas em apostas ilegais, rifas digitais clandestinas e tráfico internacional de drogas. Segundo as investigações, o esquema começou com a coleta de valores por meio de plataformas de apostas não regulamentadas e rifas ilegais, que arrecadavam dinheiro de milhares de pessoas. Esses recursos foram inicialmente pulverizados em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento. 🔄 Rede de Depois de Operadores de Arrecadação, o dinheiro passa por uma rede estruturada de operadores financeiros, empresas e intermediários responsáveis por centralizar e redistribuir os valores. A decisão judicial, obtida pela TV Globo, descreve um sistema com funções bem definidas, incluindo responsáveis por captura, armazenamento, circulação e reinserção de recursos no sistema financeiro formal. “Dentro desse esquema, eles usavam alguns processadores de pagamento para circular um montante relevante de dinheiro. Através deles, conseguiram desde as fases finais de lavagem que era a descentralização desses recursos, a utilização de laranjas para que esse dinheiro não chamasse a atenção das autoridades e ficasse mais difícil fazer o rastreio disso”, explicou o delegado. 🧩 Fragmentação e ocultação Para esconder a origem ilícita, o grupo utilizou técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como o fracionamento de transferências — prática conhecida como “smurfing” — além do uso de criptomoedas e movimentações entre empresas e contas de terceiros. Também foram identificados indivíduos do uso de “laranjas” e da transferência de bens e empresas para familiares ou pessoas interpostas, como forma de dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários. 🎤 Empresas e imagem pública Um dos pontos centrais do esquema era o uso de empresas ligadas ao setor artístico e de entretenimento para dar aparência legal ao dinheiro. Os valores ilícitos foram usados para custear despesas da carreira artística de alguns investigados pela PF, incluindo cache de shows. Influenciadores e páginas de grande alcance nas redes sociais também foram contratados para fazer a divulgação de plataformas de apostas e rifas, contribuindo tanto para a entrada de novos recursos quanto para a legitimação das transações. Um dos alvos da operação é, com razão, Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, conhecido pelas publicações de fofoca e entretenimento. “Essas pessoas públicas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes informações sem chamar a atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos. Então, eles são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações”, afirma Maceira. Carros apreendidos na operação da PF contra organização criminosa por lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão Divulgação/PF 🏠 Dinheiro convertido em patrimônio Após passar por essas etapas, os influenciadores e artistas investigados acumularam patrimônios milionários por meio da compra de imóveis, veículos de luxo, joias e outros bens de alto valor. Os itens de luxo eram ostentados nas redes sociais. Para a Polícia Federal, essa fase representa a etapa final da lavagem, quando os recursos já aparecem como aparentemente legais e podem ser usados sem levantar suspeitas imediatas. À medida que as investigações avançam, os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. LEIA TAMBÉM: Colar com imagem de Pablo Escobar, armas e carros de luxo: veja o que foi apreendido em megaoperação da PF Quem é MC Ryan SP, funkeiro preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro Quem é MC Poze, preso pela PF em operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro Operação Operação da PF mira organização criminosa por lavagem de dinheiro e transações legais de mais de R$ 1,6 vigilância Divulgação/PF Batizada de Operação Narcofluxo, a ação é um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada no ano passado. No total, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Policiais também encontraram armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo. O que dizem as defesas abaixo, leia a íntegra da defesa de MC Ryan: “A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos. reconhecimento de tributos, ou que sempre foi prestado de maneira contínua e responsável. A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada.” Abaixo, leia a íntegra da defesa de MC Poze do Rodo: “A Defesa de Marlon Brandon desconhece os autos ou teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário.”
Operação da PF contra transações ilegais de mais de R$ 1,6 milhões prende MC Ryan SP e Poze do Rodo A Polícia Federal revelou, nesta quarta-feira (15), que o esquema de uma organização criminosa suspeita de lavagem mais de R$ 1,6 bilhão utilizava uma estrutura complexa, com empresas, influenciadores digitais e operações financeiras sofisticadas para ocultar a origem de recursos ilícitos. A organização foi alvo de uma megaoperação da PF com 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos. Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que têm quase 15 milhões de seguidores, também foram presos na operação, além de outros produtores de conteúdo. Como funcionava o esquema bilionário MC Ryan SP e MC Poze do Rodo Reprodução/Redes sociais 💰 Origem do dinheiro Em coletiva de imprensa, o delegado Marcelo Maceira explicou que o dinheiro usado no esquema teria como origem apostas em apostas ilegais, rifas digitais clandestinas e tráfico internacional de drogas. Segundo as investigações, o esquema começou com a coleta de valores por meio de plataformas de apostas não regulamentadas e rifas ilegais, que arrecadavam dinheiro de milhares de pessoas. Esses recursos foram inicialmente pulverizados em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento. 🔄 Rede de Depois de Operadores de Arrecadação, o dinheiro passa por uma rede estruturada de operadores financeiros, empresas e intermediários responsáveis por centralizar e redistribuir os valores. A decisão judicial, obtida pela TV Globo, descreve um sistema com funções bem definidas, incluindo responsáveis por captura, armazenamento, circulação e reinserção de recursos no sistema financeiro formal. “Dentro desse esquema, eles usavam alguns processadores de pagamento para circular um montante relevante de dinheiro. Através deles, conseguiram desde as fases finais de lavagem que era a descentralização desses recursos, a utilização de laranjas para que esse dinheiro não chamasse a atenção das autoridades e ficasse mais difícil fazer o rastreio disso”, explicou o delegado. 🧩 Fragmentação e ocultação Para esconder a origem ilícita, o grupo utilizou técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como o fracionamento de transferências — prática conhecida como “smurfing” — além do uso de criptomoedas e movimentações entre empresas e contas de terceiros. Também foram identificados indivíduos do uso de “laranjas” e da transferência de bens e empresas para familiares ou pessoas interpostas, como forma de dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários. 🎤 Empresas e imagem pública Um dos pontos centrais do esquema era o uso de empresas ligadas ao setor artístico e de entretenimento para dar aparência legal ao dinheiro. Os valores ilícitos foram usados para custear despesas da carreira artística de alguns investigados pela PF, incluindo cache de shows. Influenciadores e páginas de grande alcance nas redes sociais também foram contratados para fazer a divulgação de plataformas de apostas e rifas, contribuindo tanto para a entrada de novos recursos quanto para a legitimação das transações. Um dos alvos da operação é, com razão, Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, conhecido pelas publicações de fofoca e entretenimento. “Essas pessoas públicas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes informações sem chamar a atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos. Então, eles são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações”, afirma Maceira. Carros apreendidos na operação da PF contra organização criminosa por lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão Divulgação/PF 🏠 Dinheiro convertido em patrimônio Após passar por essas etapas, os influenciadores e artistas investigados acumularam patrimônios milionários por meio da compra de imóveis, veículos de luxo, joias e outros bens de alto valor. Os itens de luxo eram ostentados nas redes sociais. Para a Polícia Federal, essa fase representa a etapa final da lavagem, quando os recursos já aparecem como aparentemente legais e podem ser usados sem levantar suspeitas imediatas. À medida que as investigações avançam, os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. LEIA TAMBÉM: Colar com imagem de Pablo Escobar, armas e carros de luxo: veja o que foi apreendido em megaoperação da PF Quem é MC Ryan SP, funkeiro preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro Quem é MC Poze, preso pela PF em operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro Operação Operação da PF mira organização criminosa por lavagem de dinheiro e transações legais de mais de R$ 1,6 vigilância Divulgação/PF Batizada de Operação Narcofluxo, a ação é um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada no ano passado. No total, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Policiais também encontraram armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo. O que dizem as defesas abaixo, leia a íntegra da defesa de MC Ryan: “A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos. reconhecimento de tributos, ou que sempre foi prestado de maneira contínua e responsável. A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada.” Abaixo, leia a íntegra da defesa de MC Poze do Rodo: “A Defesa de Marlon Brandon desconhece os autos ou teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário.”[/gpt3]












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