O ex-ministro Carlos Lupi, da Previdência Social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA) são quatro políticos entre as 218 pessoas que a CPMI do INSS solicitou o indiciamento nesta sexta-feira (27), durante a última sessão marcada por fortes e acaloradas entre parlamentares.
Os nomes deles constam no longo relatório de 4,3 mil páginas lidas pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que pontuou que altos escalões “encobriam roubo a aposentados” com a participação de parlamentares e de altos escalões no esquema que desviou mensalidades cobradas indevidamente de beneficiários do INSS.
“Ao longo de seus trabalhos, [a CPMI] acordos investigados que habitavam os altos andares do poder econômico e político. Um senador da República descrito pela Polícia Federal como liderança e sustentação do esquema. Ministros de estado que ora incentivaram e ora encobriam o assalto a lucros. Presidentes do INSS e diretores de benefício cujos nomes aparecem na planilha de propina de operadores financeiros”, disparou durante o início da leitura.
O relator, como já anunciado anteriormente, deixou de fora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A leitura do relatório, que seguirá ao longo do dia e poderá se estender para uma sessão extra da CPMI no sábado (28), precisou ser feita após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar a prorrogação por 8 votos a 2, decidida na véspera contra a liminar deferida pelo ministro André Mendonça no começo da semana, que ampliava os trabalhos de investigação por mais 60 dias.
Ainda durante a leitura do relatório, Gaspar frisou que o esquema tinha a participação também de deputados federais, servidores e dirigentes de entidades investigadas que “negociavam percentuais sobre o produto do crime, enquanto assinavam atos administrativos com aparência de plena regularidade”. Ele descobriu que os operadores movimentaram quase R$ 40 bilhões com o apoio de fintechs e empresas de fachada “por anos”.
Mais informações em instantes.











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