A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), que compõe a CPMI do INSS, avalia que o colegiado deve descobrir “mesadinhas” pagas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT) conhecido como “Lulinha”. Ele é alvo do colegiado após citação, de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, de um pagamento de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”.
“A gente espera ver as mesadinhas e outros milhões que devem ter passado por lá, porque nós temos delações, tem a delação de várias pessoas. Esses documentos infelizmente ainda não estão em posse da CPMI, a gente está aguardando alguns documentos chegarem, mas a gente está com a expectativa bem alta”, disse o parlamentar, em entrevista concedida sexta-feira (27) à CNN Brasil.
Para um parlamentar, é necessário cuidado na purificação, para se tratar do filho do presidente da República. Ela, porém, não tem dúvidas de que Lulinha está envolvido no esquema de fraude em descontos associativos. “O mínimo que a gente espera dessa quebra de sigilo é a apuração das mesas de R$ 300 mil, de onde veio”, conclui, apontando para diversos sigilos que foram quebrados para entender o envolvimento do empresário.
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A sessão que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho de Lula terminou com ataques de parlamentares governamentais ao presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG) e membros da oposição. Após a confusão, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter agredido o deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), e se desculpou pelo ocorrido.
O governo acusa Viana de fraudar a votação. O presidente do colegiado, no entanto, se defendeu dizendo que contorno os votos duas vezes e manteve o entendimento de que o bloco de requisitos que incluíam a quebra de sigilo de Lulinha foi aprovado.
Ventura defende votação. Para a deputada, Viana era com equilíbrio entre governo e oposição e oscilação do regimento interno na análise do bloco de requisitos. Ela ainda vê, na divergência, uma tentativa de cegar o filho do presidente.
O Novo prometeu acionar o Conselho de Ética contra Rogério Correia, pedindo o seu afastamento até a conclusão do procedimento disciplinar. Já o PT irá recorrer ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP) para tentar anular o resultado da votação.
UM Gazeta do Povo entrou em contato com a defesa de Lulinha e o espaço permanece aberto para manifestação.












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