O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quarta (25) que o colegiado pode desistir de tentar continuar convocar a ex-noiva do banqueiro preso Daniel Vorcaro, Martha Graeff, para prestar depoimento sobre seu envolvimento com o empresário. Mensagens da investigação da Polícia Federal vazadas à imprensa apontam proximidade e diálogo entre eles sobre autoridades dos Três Poderes.
Martha Graeff faltou a dois depoimentos marcados para esta semana, da própria CPMI na última segunda (23) e da CPI do Crime Organizado mais cedo. Em ambos, os colegiados não conseguiram notificar as convocações, já que moram nos Estados Unidos.
“Não vamos insistir, ela mora nos Estados Unidos, mas se ela não aparecer conosco, tem que aparecer na CPI do Crime Organizado ou numa CPI sobre o Banco Master. Ela sabe coisas sobre movimentações financeiras e é importante explicar”, afirmou Viana em entrevista ao Estadão.
VEJA TAMBÉM:
-

Última Análise: ligação de Vorcaro pode ser “xeque-mate” do STF, diz professor da FGV
Carlos Viana afirmou acreditar que Martha Graeff só compareceria a algumas das comissões se fossem presas e julgadas no Brasil.
“Pode-se pedir, pelo próprio Supremo, a prisão dela”, completou.
Apurações apontam que Vorcaro teria transferido a ela bens que somam mais de R$ 520 milhões para ocultar patrimônio das investigações, criando uma estrutura jurídica que teria um modelo como beneficiária.
O advogado dela, Lúcio de Constantino, no entanto, negou que isso tenha acontecido e que ela jamais soube de qualquer suspeita ou irregularidade do empresário.
De acordo com ele, Martha Graeff foi “surpreendida” pelo escândalo envolvendo Vorcaro e o Banco Master e que qualquer depoimento dela com base nas mensagens vazadas seria prejudicada por conta da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ver o acesso a mensagens íntimas entre ela e o banqueiro.
“Se o interesse de ouvir-la é vinculado a mensagens que foram proibidas, o depoimento fica prejudicado. Não há como fazer um movimento junto a uma prova que foi vedada”, afirmou em entrevista à GloboNews.
O advogado recomendou que a modelo se via apenas como namorada de um homem que se apresentava publicamente como bilionário de sucesso, mas sem desconfiar de supostas irregularidades.












Deixe o Seu Comentário