O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) criticou seus pares do Senado, nesta terça (10), por esvaziarem o plenário na semana que antecede o carnaval e na próxima e não realizarem votações de projetos. Isso, porque, a Casa não tem nenhuma sessão deliberativa agendada entre os dias 9 e 23 de fevereiro, retornando aos trabalhos apenas no dia 24.
Apesar da crítica do Senado, as comissões do Senado vêm realizando sessões, como a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e temáticas. As votações mesmo serão realizadas apenas após o carnaval.
“Hoje é 10 de fevereiro de 2026, terça-feira, exatamente 15 horas aqui no plenário do Senado. Vocês podem ver aqui, presta atenção, está vazio. Não está funcionando essa semana. Essa semana é a semana que antecede o carnaval. Não vai funcionar nem essa semana e nem semana que vem, já que o carnaval começa na sexta, vai até terça, tem quarta-feira de cinza”, disse em um vídeo divulgado nas redes sociais mostrando um plenário vazio.
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De acordo com o senador Cleitinho, os parlamentares passarão “15 dias sem trabalhar” e, na volta, realizarão votações apenas nas terças, quartas e quintas.
“[Nestes dias] é o dia que a gente trabalha aqui para poder votar projetos em favor da população. A gente faz uma escala 3×4”, afirmou.
Cleitinho Azevedo tem se descolado da oposição desde o fim do ano passado pela defesa do fim da jornada de trabalho 6×1, que teve uma das propostas encaminhadas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na última segunda (9) para análise de admissibilidade.
No fim do ano passado, durante um discurso na tribuna do Senado, Cleitinho fez um apelo aos colegas para que aprovassem a medida no plenário e afirmou que a mudança não é uma questão ideológica.
“Eu não quero saber se o governo é do Lula, eu não quero saber quem é o presidente da República. Eu vim aqui para defender a nação brasileira. Eu vim aqui defender a população brasileira. Eu vim aqui defender o trabalhador brasileiro”, disparou.
No fim do ano passado, na tramitação da PEC no Senado, a proposta recebeu emendas dos senadores da oposição e ficou paralisada com o fim do ano legislativo. Na emenda apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), a redução para 40 horas semanais e, posteriormente, até 36 gradativamente, deverá ocorrer “mediante acordos individuais, coletivos e convenções coletivas de trabalho”.
“Assim, evita-se o piso de jornada e mantém-se um teto, empoderando a negociação como forma de se atingir resultados melhores e mais equilibrados socialmente. Em uma economia que apresenta cerca de 40% dos seus trabalhadores na informalidade, boa parte dos trabalhadores não são atingidos por qualquer iniciativa legislativa”, completou.

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