O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), expressou apoio à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), declarando que pode votar favoravelmente a ele na sabatina do Senado.
“É uma decisão pessoal de cada senador. Eu mesmo apoio, porque eu conheço a história. O Jorge Messias é praticamente um piauiense, viveu a vida inteira aqui, é uma pessoa perdida. Eu gostaria que quem fizesse esta indicação fosse o presidente Bolsonaro, mas o povo escolheu que fosse o presidente Lula. Fez a indicação, nós temos que especificações”, declarou nesta segunda-feira (6), ao lado do presidente nacional da União Brasil, Antonio Rueda.
Messias é natural de Pernambuco, estado que já teve 11 ministros na Corte. O último deles foi Frederico de Barros Barreto, que se aposentou em 1963. Já o Piauí teve no ministro Nunes Marques seu sexto nome ao Supremo.
Para a aprovação, são necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores. De acordo com o site “Votos Senadores”, mantido pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), já há 14 votos a favor de Messias, 22 contrários e 45 ainda indefinidos.
A plataforma já contabilizada Nogueira como voto favorável, mas mantém nomes como o do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e o do senador Cid Gomes (PSB-CE) como indefinidos. Pacheco almejava a carga, contando inclusive com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Demorou quase seis meses entre a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso e o envio da mensagem de indicação pelo presidente Lula (PT). O anúncio ocorreu bem antes, em novembro de 2025, mas a tensão com Alcolumbre fez com que o petista atrasasse a formalização.
Agora, cabe ao presidente do Senado enviar a documentação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Por lá, a matéria será relatada pelo senador Weverton Dias (PDT-MA), o mesmo que é investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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