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Cidades do RJ passam mais de um ano sem registro feminicídio; rede de apoio é apontada como fator de proteção

Redação Por Redação
11 de abril de 2026
Em Notícias
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Cidades do RJ passam mais de um ano sem registro feminicídio; rede de apoio é apontada como fator de proteção
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Cidades do RJ passam mais de um ano sem registro feminicídio; rede de apoio é apontada como fator de proteção
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Cidades do RJ passam mais de um ano sem registro de feminicídio Alguns municípios do estado do Rio de Janeiro estão há pelo menos um ano sem registro de casos de feminicídio. Em meio ao aumento desse tipo de crime no país, especialistas e autoridades destacam que a atuação integrada de serviços de proteção tem sido fundamental para evitar o assassinato de mulheres. Romper o ciclo de violência ainda é o maior desafio para as vítimas. A estilista Loren Stainff, mãe de dois filhos, conseguiu sair de uma relação abusiva após buscar ajuda em um Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), em Niterói. “Quando eu chego aqui, chego com problemas psicológicos, com depressão, sem me cuidar, sem me enxergar, totalmente desorientado. Aí peço ajuda jurídica e aqui eu encontro”, contornou. O apoio oferecido a esses centros tem sido essencial para outras mulheres da cidade. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que alguns municípios do estado estão há mais tempo sem registros de feminicídio: Macaé (16 meses); Nova Iguaçu (13 meses); Belford Roxo (13 meses); Niterói (12 meses); Tanguá (12 meses). Cidades do RJ passam mais de um ano sem registro de feminicídio Reprodução/TV Globo Apesar disso, ainda há registros de provas de feminicídio nesses locais. No mesmo período, Macaé teve nove casos, enquanto Nova Iguaçu registrou 19. Belford Roxo teve 10 casos, e Niterói, seis. Tanguá não registrou ocorrências desse tipo em um ano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A subnotificação continua sendo um desafio para as autoridades. Por isso, quando uma vítima procura uma delegacia, a resposta precisa ser rápida e eficaz. Segundo a cooperação da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, o atendimento começa já no primeiro contato. “A gente faz o primeiro acolhimento dessas mulheres. Se ela chega à delegacia e presta queixa, a polícia solicita nosso apoio. Fazemos encaminhamento ao IML, hospital, trazemos para o Ceam e seguimos acompanhando essa mulher”, explicou a coordenadora Francini Lima. Esse trabalho faz parte de um sistema integrado de proteção, que envolve diferentes serviços. Além do suporte psicológico e jurídico, o apoio financeiro também é considerado essencial para que a vítima consiga romper com o agressor. Em Niterói, por exemplo, mulheres atendidas pela rede podem receber um auxílio de cerca de R$ 1.500. O benefício tem duração inicial de seis meses, podendo ser prorrogado. De acordo com a Secretaria Municipal da Mulher, o acesso ao programa depende de avaliação e critérios específicos. Além da ajuda financeira, os beneficiários também participam de cursos de capacitação e programas de formação. “A gente acompanha essa mulher durante toda a trajetória de rompimento dos ciclos, porque sabe que a dependência econômica é uma grande barreira”, afirmou a secretária Thaiana Ivia Pereira. Para especialistas, o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação conjunta de diferentes áreas. O fortalecimento dessa rede é traçado como um dos caminhos para reduzir os casos de feminicídio no estado.
Cidades do RJ passam mais de um ano sem registro de feminicídio Alguns municípios do estado do Rio de Janeiro estão há pelo menos um ano sem registro de casos de feminicídio. Em meio ao aumento desse tipo de crime no país, especialistas e autoridades destacam que a atuação integrada de serviços de proteção tem sido fundamental para evitar o assassinato de mulheres. Romper o ciclo de violência ainda é o maior desafio para as vítimas. A estilista Loren Stainff, mãe de dois filhos, conseguiu sair de uma relação abusiva após buscar ajuda em um Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), em Niterói. “Quando eu chego aqui, chego com problemas psicológicos, com depressão, sem me cuidar, sem me enxergar, totalmente desorientado. Aí peço ajuda jurídica e aqui eu encontro”, contornou. O apoio oferecido a esses centros tem sido essencial para outras mulheres da cidade. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que alguns municípios do estado estão há mais tempo sem registros de feminicídio: Macaé (16 meses); Nova Iguaçu (13 meses); Belford Roxo (13 meses); Niterói (12 meses); Tanguá (12 meses). Cidades do RJ passam mais de um ano sem registro de feminicídio Reprodução/TV Globo Apesar disso, ainda há registros de provas de feminicídio nesses locais. No mesmo período, Macaé teve nove casos, enquanto Nova Iguaçu registrou 19. Belford Roxo teve 10 casos, e Niterói, seis. Tanguá não registrou ocorrências desse tipo em um ano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A subnotificação continua sendo um desafio para as autoridades. Por isso, quando uma vítima procura uma delegacia, a resposta precisa ser rápida e eficaz. Segundo a cooperação da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, o atendimento começa já no primeiro contato. “A gente faz o primeiro acolhimento dessas mulheres. Se ela chega à delegacia e presta queixa, a polícia solicita nosso apoio. Fazemos encaminhamento ao IML, hospital, trazemos para o Ceam e seguimos acompanhando essa mulher”, explicou a coordenadora Francini Lima. Esse trabalho faz parte de um sistema integrado de proteção, que envolve diferentes serviços. Além do suporte psicológico e jurídico, o apoio financeiro também é considerado essencial para que a vítima consiga romper com o agressor. Em Niterói, por exemplo, mulheres atendidas pela rede podem receber um auxílio de cerca de R$ 1.500. O benefício tem duração inicial de seis meses, podendo ser prorrogado. De acordo com a Secretaria Municipal da Mulher, o acesso ao programa depende de avaliação e critérios específicos. Além da ajuda financeira, os beneficiários também participam de cursos de capacitação e programas de formação. “A gente acompanha essa mulher durante toda a trajetória de rompimento dos ciclos, porque sabe que a dependência econômica é uma grande barreira”, afirmou a secretária Thaiana Ivia Pereira. Para especialistas, o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação conjunta de diferentes áreas. O fortalecimento dessa rede é traçado como um dos caminhos para reduzir os casos de feminicídio no estado.[/gpt3]

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