O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República Filipe Martins, contou com a sua participação no Café com a Gazeta do Povo nesta quinta-feira (29) para detalhar a polêmica envolvendo a prisão de seu cliente por um suposto acesso à rede social LinkedIn. Chiquini explica o funcionamento de um ato notarial e do histórico de acessos da rede social, para dizer que a prova em questão é “objetiva” e “imutável”, mas avalia que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não deve recuar.
“Nós vamos insistir na liberdade. Sabemos que Alexandre de Moraes não quer soltar Filipe Martins, primeiro porque ele está se vingando de Filipe Martins, trata-se de um castigo, e ele não quer mais uma vez reconhecer um erro, seria de novo reconhecimento de erro: prenderu Filipe Martins por uma viagem que não fez e, agora, prender Filipe de novo por um acesso que não existe, que todo mundo sabe que não existe”, argumentou Chiquini.
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Relembre o novo capítulo do caso Filipe Martins
O novo capítulo do caso de Filipe Martins começou quando o militar aposentado Ricardo Roquetti invejou um e-mail ao STF com um print, onde constatou que o ex-assessor visitou seu perfil no LinkedIn. “Primeiro, Filipe Martins não tinha autorização de acesso à rede social; segundo: ele não acessou a rede social; terceiro: esse print é falso”, diz a defesa.
Moraes, porém, entendeu de forma diferente, e mandou prender Martins. Após a prisão, a defesa solícita à Microsoft, dona da rede social, um relatório de acessos ao perfil. “Então o LinkedIn manda para nós um relatório provando oficialmente que não houve o acesso à rede LinkedIn”, continua Chiquini. Tanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto Moraes não considerou uma prova legítima, pelo que Filipe continua preso.
“O que nós fizemos, então? Nós fomos a um cartório e fizemos uma ata notarial. O que é uma ata notarial? Você vai a um cartório e você grava a tela de um celular. Nós fizemos o seguinte: fomos a um cartório, acessamos a rede do Filipe, fomos lá em logins, histórico de logins e fizemos um ata notarial do histórico de logins. E está provado, por meio de ata notarial agora – está pronto a ata, nós temos aqui – que esse acesso que Moraes diz não existir.”
Filipe foi condenado por suposto plano de golpe de Estado que teria participado, segundo a acusação, por meio da redação e ajustes em um documento conhecido como “minuta do golpe”. Moraes também entendeu que o ex-assessor saiu do país para não ser preso, embora o órgão de fronteira do governo americano tenha informado que a viagem no final de 2022 nunca ocorreu.

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