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Catadores perdem até 2 dias de trabalho por mês separando plásticos sem valor para reciclagem, diz estudo

Redação Por Redação
21 de maio de 2026
Em Notícias
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Catadores perdem até 2 dias de trabalho por mês separando plásticos sem valor para reciclagem, diz estudo
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Catadores perdem até 2 dias de trabalho por mês separando plásticos sem valor para reciclagem, diz estudo
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Catadores perdem até 2 dias de trabalho por mês separando plásticos sem valor para reciclagem, diz estudo Um estudo do Instituto de Direito Coletivo em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que catadores de materiais recicláveis ​​perdem, em média, dois dias de trabalho por mês separando plásticos sem valor de mercado para reciclagem. A pesquisa analisou 26 cooperativas e acordos que o plástico representa cerca de 30% de todo o lixo recebido nesses locais. Mas, ao avaliar os resíduos descartados pelas cooperativas — materiais que não são aproveitados — o plástico corresponde a 45% do total. Segundo a presidente do Instituto, Tatiana Bastos, muitos tipos de plástico até poderiam ser reciclados tecnicamente, mas acabam sem destino por falta de previsões econômicas. “Plástico é petróleo e aquele tipo de plástico não tem mercado de compra pra ele. Então, ainda que técnicos ele poderia ser aproveitado, ele não é na cadeia final da destinação, seja porque é muito caro pra reaproveitar, seja porque a compra desse material tá muito distante de onde ele é separado. A logística de envio pra indústria, você precisa de um grande volume, as distâncias. Isso também encarece e inviabiliza economicamente essa venda”, explica. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O levantamento mostra ainda que o tempo gasto na separação desses materiais equivale a aproximadamente dois dias de trabalho por mês (ou 15 horas) para cada catador. “Ele passou dos 22 dias de trabalho, dois jogados fora em decorrência do plástico. São muitas horas separando e, pior ainda, separando aquilo que não vai ser vendido. Esses dias jogados fora é o que ela gastou no rejeitado”, acrescenta Tatiana. Cooperativa de reciclagem de plástico Reprodução/TV Globo Em termos financeiros, o estudo analisou 17 associações e cooperativas e perdas estimadas mensais entre R$ 1.179,03 e R$ 3.771,72 por unidade. Presidente da cooperativa CoopIdeal, Marta Nistaldo explica qual é o tipo de plástico que pode ser aproveitado pela indústria da reciclagem. “Todo esse material que está aqui do lado esquerdo, ele vai pra reciclagem, a indústria consegue absorver, vender esse tipo de plástico, galão de água, garrafa Pet, galão de desinfetante, balde, brinquedo, plástico, todo esse tipo de brinquedo.” A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que o poder público e a indústria dividam a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos. Reciclagem de plástico Reprodução/TV Globo Sendo assim, eles são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante devolução dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que a indústria se responsabilize pela logística reversa. Se não tem reciclabilidade, não pode colocar esse plástico. Precisa ter a responsabilidade de empresas que colocam no mercado e também fiscalização. A gente tem leis que garantem, lei que determina o tipo de embalagem, mas precisamos cobrar”, afirma Tatiana. Catadora há décadas, Michele Cristina Vicente trabalha com reciclagem desde a infância e há 6 anos atua em uma cooperativa. “Eu trabalho desde os meus 12 anos fazendo reciclagem, no Jardim Gramacho. Aqui faço a separação, segregação do material.” 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Cooperativa de reciclagem de plástico Reprodução/TV Globo
Catadores perdem até 2 dias de trabalho por mês separando plásticos sem valor para reciclagem, diz estudo Um estudo do Instituto de Direito Coletivo em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que catadores de materiais recicláveis ​​perdem, em média, dois dias de trabalho por mês separando plásticos sem valor de mercado para reciclagem. A pesquisa analisou 26 cooperativas e acordos que o plástico representa cerca de 30% de todo o lixo recebido nesses locais. Mas, ao avaliar os resíduos descartados pelas cooperativas — materiais que não são aproveitados — o plástico corresponde a 45% do total. Segundo a presidente do Instituto, Tatiana Bastos, muitos tipos de plástico até poderiam ser reciclados tecnicamente, mas acabam sem destino por falta de previsões econômicas. “Plástico é petróleo e aquele tipo de plástico não tem mercado de compra pra ele. Então, ainda que técnicos ele poderia ser aproveitado, ele não é na cadeia final da destinação, seja porque é muito caro pra reaproveitar, seja porque a compra desse material tá muito distante de onde ele é separado. A logística de envio pra indústria, você precisa de um grande volume, as distâncias. Isso também encarece e inviabiliza economicamente essa venda”, explica. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O levantamento mostra ainda que o tempo gasto na separação desses materiais equivale a aproximadamente dois dias de trabalho por mês (ou 15 horas) para cada catador. “Ele passou dos 22 dias de trabalho, dois jogados fora em decorrência do plástico. São muitas horas separando e, pior ainda, separando aquilo que não vai ser vendido. Esses dias jogados fora é o que ela gastou no rejeitado”, acrescenta Tatiana. Cooperativa de reciclagem de plástico Reprodução/TV Globo Em termos financeiros, o estudo analisou 17 associações e cooperativas e perdas estimadas mensais entre R$ 1.179,03 e R$ 3.771,72 por unidade. Presidente da cooperativa CoopIdeal, Marta Nistaldo explica qual é o tipo de plástico que pode ser aproveitado pela indústria da reciclagem. “Todo esse material que está aqui do lado esquerdo, ele vai pra reciclagem, a indústria consegue absorver, vender esse tipo de plástico, galão de água, garrafa Pet, galão de desinfetante, balde, brinquedo, plástico, todo esse tipo de brinquedo.” A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que o poder público e a indústria dividam a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos. Reciclagem de plástico Reprodução/TV Globo Sendo assim, eles são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante devolução dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que a indústria se responsabilize pela logística reversa. Se não tem reciclabilidade, não pode colocar esse plástico. Precisa ter a responsabilidade de empresas que colocam no mercado e também fiscalização. A gente tem leis que garantem, lei que determina o tipo de embalagem, mas precisamos cobrar”, afirma Tatiana. Catadora há décadas, Michele Cristina Vicente trabalha com reciclagem desde a infância e há 6 anos atua em uma cooperativa. “Eu trabalho desde os meus 12 anos fazendo reciclagem, no Jardim Gramacho. Aqui faço a separação, segregação do material.” 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Cooperativa de reciclagem de plástico Reprodução/TV Globo[/gpt3]

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