A Polícia Federal afirmou, nesta sexta-feira (15), que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), teria atuado diretamente para proteger e beneficiar o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit e maior devedor contumaz do país com dívidas tributárias de R$ 26 bilhões com a União e o estado. Ambos foram alvos da Operação Sem Refino, deflagrada mais cedo para apurar a participação de agentes públicos em um grande esquema de sonegação de impostos através do setor de combustíveis.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação teve o sigilo levantado no final da manhã e aponta uma participação estreita de Castro no esquema montado pelo próprio empresário para não pagar e impostos, com isso, beneficiaria a refinaria. A investigação aponta que o ex-governador e Magro chegou a ter reuniões para tratar da estratégia e, até mesmo, sugerir legislações desenvolvidas a ele.
“Sob a batuta de Cláudio Castro e através de suas diretrizes, o estado do Rio de Janeiro direcionou todos os esforços de sua máquina pública, em um verdadeiro regimento multiorgânico em prol do conglomerado capitaneado por Ricardo Magro, que conta com a participação da Secretaria de Estado da Fazenda, do Meio Ambiente, da Procuradoria-Geral do Estado, da Polícia Civil, dentre outros órgãos do Poder Executivo”, escreveu a Polícia Federal no relatório enviado a Moraes.
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A investigação da autoridade aponta que a Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro teria se tornado uma “extensão” da própria administração da Refit, concedendo benefícios e decisões a favor do empresário Ricardo Magro e contra representações de concorrentes de mercado. Isso porque, ao sonegar impostos e vender combustíveis abaixo da média, ele prejudicava toda a cadeia econômica.
Segundo a apuração da Polícia Federal, dos R$ 26 bilhões devidos pelo Refit aos cofres públicos, R$ 9,4 bilhões são referentes a impostos aos estaduais que Castro teria deixado de cobrar por conta dos interesses privados com Magro.
“A leniência e a criação de um ambiente de propício para a propagação da atividade criminosa capitaneada por Ricardo Magro no estado do Rio de Janeiro, credor de R$ 9.448.431.196,74, retratam o amálgama do crime organizado com agentes públicos influentes na política fluminense, a começar pelo Chefe do Poder Executivo”, apontou a autoridade.
Mais informações em instantes.

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