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Cardume de tilápias e bagres surge no canal de Campos; especialista alerta para risco de consumo

Redação Por Redação
23 de julho de 2026
Em Notícias
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Cardume de tilápias e bagres surge no canal de Campos; especialista alerta para risco de consumo
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Cardume de tilápias e bagres surge no canal de Campos; especialista alerta para risco de consumo
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Cardume de peixes no canal Campos-Macaé chama atenção e levanta alerta sobre consumo Centenas de tilápias e bagres-africanos passaram a chamar a atenção de moradores nas últimas semanas no trecho conhecido como Beira-Valão do Canal Campos-Macaé, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A presença dos peixes em grande quantidade atrai curiosos e até pessoas interessadas em pescar para consumo. No entanto, os especialistas alertam que os animais capturados no local não devem ser consumidos devido a riscos à saúde. A cena, registrada na região central da cidade, levantou dúvidas entre os moradores sobre os motivos que levaram os peixes a se concentrarem justamente nesse trecho do canal. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Cardume de tilápias e bagres apareceu em grande quantidade no trecho do Beira-Valão. Edson Araújo/g1 Segundo o professor de Aquicultura da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Manuel Vázquez Vidal Júnior, a elevada quantidade de tilápias pode ser explicada pela capacidade de adaptação da espécie. De acordo com o especialista, as tilápias apresentam características que favorecem tanto a sobrevivência quanto a reprodução. “Ela tem uma característica interessante, que é cuidar dos filhotes, o que aumenta a taxa de sobrevivência. Além disso, é uma espécie muito resiliente. Mesmo não sendo um ambiente ideal, consegue sobreviver e se reproduzir. Percebemos também que muitas pessoas acabam alimentando esses peixes”, explicou. O professor destaca que o bagre-africano também possui grande capacidade de adaptação. A espécie conta com um órgão auxiliar que permite captar oxigênio diretamente da atmosfera, característica que favorece sua sobrevivência até mesmo em ambientes degradados. O consumo não é recomendado Apesar da facilidade para capturar os peixes e da grande quantidade observada no local, os especialistas recomendam que eles não sejam consumidos. Segundo Manuel Vazquez Vidal Júnior, o Canal Campos-Macaé recebe águas da drenagem urbana e pode sofrer influência de ligações clandestinas de esgoto. Além disso, durante os períodos chuvosos, resíduos acumulados nas ruas são carregados para dentro do canal. “Pode ter esgoto clandestino. Além disso, quando a chuva lava nas ruas, esse material vai para dentro do canal. Ali existem metais pesados, partículas dos pneus dos veículos e outros resíduos. Esses peixes estão em contato com esse material e de forma alguma devem ser consumidos”, alertou. De acordo com especialistas, os peixes que vivem em ambientes contaminados podem acumular microrganismos patogênicos, metais pesados ​​e outras substâncias químicas nocivas, representando riscos para a saúde humana. Canal histórico Conhecido popularmente como Beira-Valão no trecho urbano de Campos, o Canal Campos-Macaé tem cerca de 109 quilômetros de extensão e faz parte da história do Norte Fluminense. Construído durante o período imperial, ele liga os municípios de Campos dos Goytacazes e Macaé e é considerado um dos maiores canais artificiais do mundo. Ao longo das últimas décadas, o canal também passou a ser associado aos desafios relacionados ao saneamento básico, à qualidade da água e à preservação ambiental na região. O surgimento do grande cardume voltou a chamar a atenção da população para o local. Embora as imagens impressionem e despertem a curiosidade de moradores e visitantes, os especialistas reforçam que a presença dos peixes não significa que eles sejam adequados para a alimentação e orientam que a população evite consumir animais capturados no canal. LEIA TAMBÉM: Polícia identifica suspeito de roubo e recupera celular da vítima em Miracema Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara Falhas sem sinal de celular direcionado a moradores de dois distritos de Santo Antônio de Pádua
Cardume de peixes no canal Campos-Macaé chama atenção e levanta alerta sobre consumo Centenas de tilápias e bagres-africanos passaram a chamar a atenção de moradores nas últimas semanas no trecho conhecido como Beira-Valão do Canal Campos-Macaé, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A presença dos peixes em grande quantidade atrai curiosos e até pessoas interessadas em pescar para consumo. No entanto, os especialistas alertam que os animais capturados no local não devem ser consumidos devido a riscos à saúde. A cena, registrada na região central da cidade, levantou dúvidas entre os moradores sobre os motivos que levaram os peixes a se concentrarem justamente nesse trecho do canal. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Cardume de tilápias e bagres apareceu em grande quantidade no trecho do Beira-Valão. Edson Araújo/g1 Segundo o professor de Aquicultura da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Manuel Vázquez Vidal Júnior, a elevada quantidade de tilápias pode ser explicada pela capacidade de adaptação da espécie. De acordo com o especialista, as tilápias apresentam características que favorecem tanto a sobrevivência quanto a reprodução. “Ela tem uma característica interessante, que é cuidar dos filhotes, o que aumenta a taxa de sobrevivência. Além disso, é uma espécie muito resiliente. Mesmo não sendo um ambiente ideal, consegue sobreviver e se reproduzir. Percebemos também que muitas pessoas acabam alimentando esses peixes”, explicou. O professor destaca que o bagre-africano também possui grande capacidade de adaptação. A espécie conta com um órgão auxiliar que permite captar oxigênio diretamente da atmosfera, característica que favorece sua sobrevivência até mesmo em ambientes degradados. O consumo não é recomendado Apesar da facilidade para capturar os peixes e da grande quantidade observada no local, os especialistas recomendam que eles não sejam consumidos. Segundo Manuel Vazquez Vidal Júnior, o Canal Campos-Macaé recebe águas da drenagem urbana e pode sofrer influência de ligações clandestinas de esgoto. Além disso, durante os períodos chuvosos, resíduos acumulados nas ruas são carregados para dentro do canal. “Pode ter esgoto clandestino. Além disso, quando a chuva lava nas ruas, esse material vai para dentro do canal. Ali existem metais pesados, partículas dos pneus dos veículos e outros resíduos. Esses peixes estão em contato com esse material e de forma alguma devem ser consumidos”, alertou. De acordo com especialistas, os peixes que vivem em ambientes contaminados podem acumular microrganismos patogênicos, metais pesados ​​e outras substâncias químicas nocivas, representando riscos para a saúde humana. Canal histórico Conhecido popularmente como Beira-Valão no trecho urbano de Campos, o Canal Campos-Macaé tem cerca de 109 quilômetros de extensão e faz parte da história do Norte Fluminense. Construído durante o período imperial, ele liga os municípios de Campos dos Goytacazes e Macaé e é considerado um dos maiores canais artificiais do mundo. Ao longo das últimas décadas, o canal também passou a ser associado aos desafios relacionados ao saneamento básico, à qualidade da água e à preservação ambiental na região. O surgimento do grande cardume voltou a chamar a atenção da população para o local. Embora as imagens impressionem e despertem a curiosidade de moradores e visitantes, os especialistas reforçam que a presença dos peixes não significa que eles sejam adequados para a alimentação e orientam que a população evite consumir animais capturados no canal. LEIA TAMBÉM: Polícia identifica suspeito de roubo e recupera celular da vítima em Miracema Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara Falhas sem sinal de celular direcionado a moradores de dois distritos de Santo Antônio de Pádua[/gpt3]

Tags: alertabagresCamposcanalcardumeconsumoEspecialistaparariscosurgetilápias
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