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Caminhos de Tiradentes no Rio: roteiro percorre os últimos passos do inconfidente até a execução

Redação Por Redação
22 de abril de 2026
Em Notícias
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Caminhos de Tiradentes no Rio: roteiro percorre os últimos passos do inconfidente até a execução
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Caminhos de Tiradentes no Rio: roteiro percorre os últimos passos do inconfidente até a execução
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Caminhos de Tiradentes: RJ2 percorre os últimos passos do inconfidente até a execução No Dia de Tiradentes, comemorado na terça-feira (21), o RJ2 fez um passeio por lugares marcantes da trajetória do mártir da Inconfidência Mineira, que viveu seus últimos dias no Rio de Janeiro até sua execução. No século 18, então a capital da colônia era o principal polo comercial e administrativo do país. A cidade atraiu imigrantes em busca de oportunidades no comércio e nos serviços — entre eles, o jovem Joaquim José da Silva Xavier, que entrou para a história como um dos símbolos da luta pela liberdade no Brasil. Segundo o historiador Thiago Gomide, Tiradentes passou um período na cidade como militar, acidentalmente no Forte do Leme. Forte do Leme visto de dentro do bondinho do Pão de Açúcar Alexandre Macieira/Riotur “Ele vai ter uma observação privilegiada do Rio, conviver com comerciantes na região do atual Primeiro de Março e, segundo algumas vertentes, até sonhar em empreender, especialmente diante da escassez de água na cidade”, explica. Apesar disso, ele retornaria a Ouro Preto, onde seu destino seria marcado pela participação na Inconfidência Mineira. Estátua de Tiradentes em frente ao palácio que por décadas foi sede da Alerj Alexandre Lima/Reprodução/TV Globo Na época, o Brasil vivia o ciclo do ouro, com grande extração em Minas Gerais. A cobrança de impostos pela Coroa portuguesa — o chamado “quinto”, que inclui 20% de toda a produção — gerou forte insatisfação. “Isso gerou revolta, e essas revoltas nascem o que hoje conhecemos como a Inconfidência Mineira”, afirma Gomide. Preso junto a outros envolvidos, Tiradentes foi o único a receber a pena máxima. Condenado por traição à Coroa, ele voltou ao Rio, desta vez como prisioneiro. Prisão e sofrimento na cidade Ilha de Cobras fica bem perto do Centro do Rio, na Baía de Guanabara Alexandre Lima/Reprodução/TV Globo Ao retornar, Tiradentes foi encarcerado na Ilha das Cobras, onde funcionava uma das prisões mais rigorosas da época. “Era uma prisão conhecida pelos castigos e pelas que o preso atravessava. Ele vai ser vítima das mais diferentes inquisições, não vai aceitar que era culpado, não vai falar que tinha dificuldades participadas, não vai entregar ninguém e vai sofrer, obviamente, as consequências por estar tão calado”, diz o historiador. A prisão na ilha foi a mais longa entre as que ele matou antes da execução. Um percurso histórico pelo Centro Palácio Tiradentes Divulgação O trajeto final de Tiradentes pelo Centro do Rio pode ser reconstituído por pontos históricos que ainda existem na cidade. Um deles é o Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa. O local abriga uma estátua em homenagem ao inconfidente (veja no início da reportagem). “Há vertentes históricas que defendem que a cela onde Tiradentes passou péssimos bocados era exatamente aqui. E, por isso, a estátua”, explica Gomide, durante visita ao palácio com o RJ2. No monumento, a inscrição em latim “Libertas quae sera tamen” — “Liberdade, ainda que tardia” — remete ao ideal defendido pelos inconfidentes e que também está presente na bandeira de Minas Gerais. O local da execução Praça Tiradentes, no Centro do Rio Alexandre Macieira/Riotur Seguindo pelo Centro, o roteiro passa pela Praça Tiradentes, local que leva o nome do inconfidente justamente por ter sido palco de sua execução, em 21 de abril de 1792. Naquele dia, debilitado após anos de prisão, Tiradentes percorreu as ruas sob o olhar da população. “As pessoas ocupavam lugares estratégicos dessa rua. Todos queriam observar de perto aquela execução, naquele período, de mais uma pessoa. Lembrando que o reforço era quase que um show, um episódio, evento a ponto de as pessoas, enquanto ele estava passando por aqui, jogando em moedas”, explica Gomide. Durante o trajeto, ele passou por uma igreja onde ocorreu uma missa, mas não conseguiu entrar. “Ele está vindo, a missa está acontecendo, há uma pausa pra que acompanhe parte desse rito religioso e depois segue caminho. Os condenados não tinham essa liberdade de entrar. Não tinham essa autorização, muito menos de comungar.” Igreja por onde passou Tiradentes antes da execução; inconfidente foi impedido de entrar Alexandre Lima/Reprodução/TV Globo O fim e o exemplo O percurso termina nas imediações do atual Museu Histórico Nacional, onde funcionava a antiga Casa do Trem. Foi ali que o corpo de Tiradentes, já sem vida, foi esquartejado. Os restos mortais foram distribuídos por diferentes regiões como forma de intimidação. “Era uma maneira de mostrar o que acontecia com quem desafiava o poder”, diz o historiador. Mais de dois séculos depois, revisitar esses caminhos é também uma forma de reflexão sobre a história do país. “Conhecer nossas raízes e cicatrizes é essencial para entender quem somos como nação — uma nação diversa, mas unida”, conclui Gomide. Museu Histórico Nacional Lau Torquato/Divulgação
Caminhos de Tiradentes: RJ2 percorre os últimos passos do inconfidente até a execução No Dia de Tiradentes, comemorado na terça-feira (21), o RJ2 fez um passeio por lugares marcantes da trajetória do mártir da Inconfidência Mineira, que viveu seus últimos dias no Rio de Janeiro até sua execução. No século 18, então a capital da colônia era o principal polo comercial e administrativo do país. A cidade atraiu imigrantes em busca de oportunidades no comércio e nos serviços — entre eles, o jovem Joaquim José da Silva Xavier, que entrou para a história como um dos símbolos da luta pela liberdade no Brasil. Segundo o historiador Thiago Gomide, Tiradentes passou um período na cidade como militar, acidentalmente no Forte do Leme. Forte do Leme visto de dentro do bondinho do Pão de Açúcar Alexandre Macieira/Riotur “Ele vai ter uma observação privilegiada do Rio, conviver com comerciantes na região do atual Primeiro de Março e, segundo algumas vertentes, até sonhar em empreender, especialmente diante da escassez de água na cidade”, explica. Apesar disso, ele retornaria a Ouro Preto, onde seu destino seria marcado pela participação na Inconfidência Mineira. Estátua de Tiradentes em frente ao palácio que por décadas foi sede da Alerj Alexandre Lima/Reprodução/TV Globo Na época, o Brasil vivia o ciclo do ouro, com grande extração em Minas Gerais. A cobrança de impostos pela Coroa portuguesa — o chamado “quinto”, que inclui 20% de toda a produção — gerou forte insatisfação. “Isso gerou revolta, e essas revoltas nascem o que hoje conhecemos como a Inconfidência Mineira”, afirma Gomide. Preso junto a outros envolvidos, Tiradentes foi o único a receber a pena máxima. Condenado por traição à Coroa, ele voltou ao Rio, desta vez como prisioneiro. Prisão e sofrimento na cidade Ilha de Cobras fica bem perto do Centro do Rio, na Baía de Guanabara Alexandre Lima/Reprodução/TV Globo Ao retornar, Tiradentes foi encarcerado na Ilha das Cobras, onde funcionava uma das prisões mais rigorosas da época. “Era uma prisão conhecida pelos castigos e pelas que o preso atravessava. Ele vai ser vítima das mais diferentes inquisições, não vai aceitar que era culpado, não vai falar que tinha dificuldades participadas, não vai entregar ninguém e vai sofrer, obviamente, as consequências por estar tão calado”, diz o historiador. A prisão na ilha foi a mais longa entre as que ele matou antes da execução. Um percurso histórico pelo Centro Palácio Tiradentes Divulgação O trajeto final de Tiradentes pelo Centro do Rio pode ser reconstituído por pontos históricos que ainda existem na cidade. Um deles é o Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa. O local abriga uma estátua em homenagem ao inconfidente (veja no início da reportagem). “Há vertentes históricas que defendem que a cela onde Tiradentes passou péssimos bocados era exatamente aqui. E, por isso, a estátua”, explica Gomide, durante visita ao palácio com o RJ2. No monumento, a inscrição em latim “Libertas quae sera tamen” — “Liberdade, ainda que tardia” — remete ao ideal defendido pelos inconfidentes e que também está presente na bandeira de Minas Gerais. O local da execução Praça Tiradentes, no Centro do Rio Alexandre Macieira/Riotur Seguindo pelo Centro, o roteiro passa pela Praça Tiradentes, local que leva o nome do inconfidente justamente por ter sido palco de sua execução, em 21 de abril de 1792. Naquele dia, debilitado após anos de prisão, Tiradentes percorreu as ruas sob o olhar da população. “As pessoas ocupavam lugares estratégicos dessa rua. Todos queriam observar de perto aquela execução, naquele período, de mais uma pessoa. Lembrando que o reforço era quase que um show, um episódio, evento a ponto de as pessoas, enquanto ele estava passando por aqui, jogando em moedas”, explica Gomide. Durante o trajeto, ele passou por uma igreja onde ocorreu uma missa, mas não conseguiu entrar. “Ele está vindo, a missa está acontecendo, há uma pausa pra que acompanhe parte desse rito religioso e depois segue caminho. Os condenados não tinham essa liberdade de entrar. Não tinham essa autorização, muito menos de comungar.” Igreja por onde passou Tiradentes antes da execução; inconfidente foi impedido de entrar Alexandre Lima/Reprodução/TV Globo O fim e o exemplo O percurso termina nas imediações do atual Museu Histórico Nacional, onde funcionava a antiga Casa do Trem. Foi ali que o corpo de Tiradentes, já sem vida, foi esquartejado. Os restos mortais foram distribuídos por diferentes regiões como forma de intimidação. “Era uma maneira de mostrar o que acontecia com quem desafiava o poder”, diz o historiador. Mais de dois séculos depois, revisitar esses caminhos é também uma forma de reflexão sobre a história do país. “Conhecer nossas raízes e cicatrizes é essencial para entender quem somos como nação — uma nação diversa, mas unida”, conclui Gomide. Museu Histórico Nacional Lau Torquato/Divulgação[/gpt3]

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