
Entidades ligadas aos partidos de esquerda no Brasil estão promovendo o programa Alabuga Start, que recruta brasileiros para trabalhar em uma fábrica de drones militares na Rússia. A oferta promete treinamentos e atualizações altas, mas omite que o local é um alvo de guerra estratégica.
O que é o programa Alabuga Start?
É uma iniciativa russa criada para atrair mão de obra estrangeira para a Zona Econômica Especial de Alabuga. O programa oferece curso técnico gratuito, moradia e renovação em torno de US$ 1.000. No entanto, o objectivo real é suprir a escassez de trabalhadores em fábricas que produziram drones de ataque usados na invasão da Ucrânia.
Quem está fazendo a divulgação dessas vagas no Brasil?
A propaganda tem circulado em portais como o Vermelho e sites ligados à militância do PT e do PCdoB, além de páginas de sindicatos e organizações feministas, como a União Brasileira de Mulheres. Influenciadores digitais também são recrutados para passar uma imagem positiva da vida na Rússia, escondendo os riscos militares envolvidos.
Quais são os riscos para os brasileiros que aceitam o emprego?
O principal perigo é o risco de vida, já que as fábricas de Alabuga são alvos legítimos da Ucrânia e já sofreram bombardeios que atingiram inclusive alojamentos. Além disso, órgãos internacionais investigam o programa por suspeitas de tráfico de pessoas, relatando casos de retenção de passaportes e contratos de trabalho pouco claros.
Como funciona o processo de recrutamento?
As pessoas interessadas preenchem formulários online e são direcionadas para conversas pelo aplicativo Telegram com especialistas em RH russo. Durante o contato, são solicitados vídeos, fotos e dados do passaporte. Caso a candidatura tenha dúvidas sobre documentos ou viagem, os recrutadores orientam a busca direta por ajuda na embaixada russa no Brasil.
A Rússia utiliza outras estratégias para atrair esses jovens?
Sim. Além de países da América Latina, o recrutamento é forte em nações da África e Ásia. A estratégia envolve a infiltração de recrutadores em eventos internacionais, como as Cúpulas de Juventude dos BRICS, para divulgar o programa como se fosse uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico e científico.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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