O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, anunciou, nesta sexta-feira (28), que a militante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) Vitória Genuino assumirá a Secretaria Nacional de Juventude, “a convite do nosso ministério e com a confiança do presidente Lula (PT).”
“Tenho certeza de que farão um trabalho comprometido com a juventude brasileira”, opinou Boulos, que deixou a carga do deputado federal para, no Planalto, ajudar na tentativa de aproximação de Lula com os movimentos sociais.
Vitória disse que contribuiu ao cargo o que aprendeu nos últimos anos de militância no MTST, movimento do qual foi coordenadora estadual. A pernambucana listou suas prioridades: “fortalecer as políticas públicas de juventude, ampliar direitos e garantir que a voz da juventude negra, periférica e popular siga ecoando nos espaços de decisão do país.”
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Confundido com MST, MTST já ocupou tríplex do Guarujá e fez ato no condomínio de Bolsonaro
Frequentemente confundido com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o MTST surgiu mais de uma década depois do grupo conhecido por invasões de propriedades rurais. Uma das ações mais conhecidas do MTST é a ocupação do tríplex atribuída a Lula no contexto da operação Lava Jato, situada no Guarujá. O movimento queria provar que o local não alcançava o ex-presidente, divulgando a mensagem: “se é do Lula, podemos ficar”.
Em outubro, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) registrou um boletim de ocorrência contra o grupo, acusando-o de uma manifestação em frente a sua casa, no condomínio Vivendas da Barra. “Acabei de registrar boletim de ocorrência sobre os fatos ocorridos em frente à minha residência, envolvendo integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e seus localizados, que expõem possibilidades de derivações criminosas e risco à minha integridade física”, declarou Carlos.
Antes disso, em julho, o MTST se uniu à Frente Povo Sem Medo na Avenida Paulista, em uma manifestação exigindo mais impostos aos “super-ricos, bancos e apostas”. No mesmo contexto, membros do movimento no Rio de Janeiro invadiram um shopping no Leblon, para, de acordo com eles, “escancarar o abismo social entre os espaços de luxo e as periferias abandonadas pelo poder público.”

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