O médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Brasil Caiado, afirmou nesta quarta-feira (18) que o quadro clínico dele está evoluindo satisfatoriamente e que pode deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até o final da semana. Bolsonaro está internado desde a semana passada para tratar de uma pneumonia grave contraída no 19º Batalhão da Polícia Militar – conhecido como “Papudinha” – em Brasília, onde está preso desde janeiro.
Bolsonaro foi informado com uma broncopneumonia bilateral, ou seja, que atingiu os dois pulmões, e vem realizando tratamento de UTI com antibióticos e fisioterapia.
“Estamos no meio do ciclo dos antibióticos, por agora não [há previsão de deixar a UTI]. A prudência manda deixarmos lá. […] Mas, acredito que pode ser daqui para o final de semana que evoluímos para uma transferência para o quarto, mas não sei exatamente o momento”, afirmou jornalistas em frente ao Hospital DF Star, na capital federal.
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Brasil Caiado ressaltou que a atual fase do tratamento é considerada crucial para a recuperação dos pulmões de Bolsonaro, e que ele está empenhado nas sessões de fisioterapia. O ex-presidente ainda apresenta uma tosse seca e sensação de cansaço, mas sem crises de solução por conta de mais um medicamento introduzido nos últimos dias – além de outros dois antibióticos que já estavam sendo aplicados.
“A infecção tende a regredir primeiro, mas os sinais inflamatórios no tecido pulmonar melhoram de forma mais lenta, e progressiva também. Por isso a necessidade de uma fisioterapia plena, intensa e regular, é o que ele está fazendo, muito disciplinado. Dessa vez ele ficou muito apreensivo, sentindo o peso dessa patologia”, completando afirmando que o resultado é “bom” e que a “tendência agora é melhorar”.
O médico do ex-presidente também afirmou concordar com a alegação da defesa de que Bolsonaro deveria ser transferido para o regime domiciliar para auxiliar na recuperação e no tratamento da saúde. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma mudança com base em uma perícia médica da Polícia Federal de que o ex-presidente estaria apto a seguir preso na Papudinha.
“Do ponto de vista médico e técnico, um ambiente acolhedor com mais recursos […]familiar, residencial, é bem melhor e atende para qualquer paciente”, pontuou.
Bolsonaro passou por mais um exame de imagem mais cedo que indicou uma melhora no tratamento, mas que ainda necessita de suporte intensivo de medicamentos e fisioterapia. O ex-presidente foi internado na manhã da última sexta-feira (13) após ter crises de vômito e calafrios durante a madrugada.
O médico chegou a falar para os filhos que Bolsonaro correu sério risco de morte, e que uma demora maior no atendimento poderia ter sido fatal.
“Nós já fomos alertados nos relatórios [sobre a saúde de Bolsonaro]. Na verdade, uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e, se não houver intervenção, o paciente pode evoluir ao óbito. O risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nestas situações”, disse Cláudio Birolini, solicitando da equipe, naquele dia.
Os médicos enfatizaram que a presente pneumonia, a terceira, seria a mais forte de todas. Para o médico Brasil Caiado, a velocidade com que a tecnologia evoluiu foi “asseguradora”.
“Se um quadro começa às 2h e, às 8h, a tomografia já mostra tal grau de comprometimento dos pulmões, é uma situação que chama muita atenção”, afirmou Caiado.

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