O Dia dos Avós celebrou histórias de inspiração e amor incondicional em Juiz de Fora, destacando a vitalidade de Dalila Cruz, de 81 anos, e Maria Inês Boechat, de 79. Ambas desafiam estereótipos do envelhecimento, mantendo rotinas dinâmicas que incluem trabalho, estudo, atividades físicas e a incessante busca por novos planos e sonhos.
A Rotina Vibrante de Dalila Cruz
Dalila Cruz, moradora de Juiz de Fora, demonstra uma agenda cheia. Além de atuar como 'Ubervó' para seus netos, ela pratica natação e yoga, organiza viagens e dedica as quartas-feiras à visitação de idosos em uma instituição de longa permanência. Após anos dedicados ao ensino de português e inglês, a natação tornou-se uma paixão, inicialmente por recomendação médica para dores na coluna. Aos 67 anos, Dalila competiu pela primeira vez na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e o esporte a levou a conhecer lugares como Belém (PA) e o Uruguai. Para ela, a natação não é sobre medalhas, mas sobre saúde, amizade e conhecimento.
Dalila valoriza sua liberdade: "Como vivo sozinha, faço tudo do meu jeito. Levanto cedo, vou para a natação, para a yoga, faço compras, cuido da casa. Gosto de sair, de viajar, de encontrar minhas amigas. Sou livre".
Superando Desafios e Contribuindo
A determinação de Dalila foi testada com um diagnóstico de câncer de mama. Pouco antes da cirurgia, ela manteve uma viagem já programada para os Lençóis Maranhenses, celebrando seus 79 anos lá e descrevendo a experiência como uma das melhores de sua vida. Após vencer a doença, seu engajamento comunitário se intensificou. Às quartas-feiras, ela troca a piscina por visitas à Residência para Idosos Vila Viver, onde compartilha histórias, fotografias e promove conversas enriquecedoras com outros idosos, um projeto que ela mesma iniciou e pretende manter.
Maria Inês Boechat: Paixão pelo Ensino e Inovação
Assim como Dalila, Maria Inês Boechat encontrou na atividade contínua uma forma de transformar a experiência em aprendizado. Médica e professora de Anatomia na Faculdade Suprema, aos 79 anos, ela continua ativa na carreira, preparando aulas em PowerPoint, participando de treinamentos e acompanhando as novidades da medicina. Sua motivação principal não é apenas financeira, mas a conexão afetiva com os estudantes e a satisfação de contribuir para a formação deles. "Enquanto eu sair animada para dar aula, está na hora de continuar", afirma, destacando a importância de um professor engajado.
Apesar de reconhecer as mudanças físicas com o tempo, Maria Inês foca na lucidez e na busca constante por novidades. "Às vezes eu fico mais cansada. O corpo sente primeiro. Mas minha cabeça está muito boa. A gente precisa continuar fazendo coisas novas".
Tecnologia como Aliada
A tecnologia se integrou plenamente à rotina da professora. Ferramentas como PowerPoint, computadores e videochamadas são essenciais para o preparo de suas aulas, a atualização sobre avanços médicos e para manter a proximidade com seus três netos. Ela enfatiza a importância de os idosos permanecerem abertos às mudanças e ao aprendizado tecnológico, não apenas para expandir conhecimentos, mas também para se proteger contra golpes.
O Valor da Família
Além da dedicação profissional, a família ocupa um espaço especial na vida de Maria Inês. No Dia dos Avós, ela celebrou a relação com seus netos, participando ativamente de suas conquistas e se interessando pelos estudos da neta que cursa medicina.
Fonte: https://g1.globo.com











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