A equipe da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reformulou nos últimos dias o esquema de segurança adotado em suas deslocações e eventos públicos. A decisão foi tomada após uma avaliação de que os ataques dirigidos às redes sociais se intensificaram desde o fim de junho, quando Michelle divulgou um vídeo com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
Segundas informações publicadas pelo jornal O Globo e emitidos por pessoas envolvidas no planejamento da segurança, o novo protocolo prevê reforço do efetivo responsável pela proteção da ex-primeira-dama, revisão dos procedimentos operacionais e mudanças nas estratégias utilizadas durante compromissos públicos. Os responsáveis evitam detalhar as alterações para não comprometer a eficácia do esquema.
A avaliação da equipe é que as ofensas deixaram de ser episódios isolados e passaram a integrar uma campanha recorrente nas redes sociais. Segundo esses interlocutores, os perfis passaram a concentrar publicações contra Michelle, ampliando o alcance das mensagens e elevando o nível de hostilidade.
Os responsáveis pela segurança afirmam que o monitoramento considera não apenas ameaças diretas, mas também o potencial de discursos públicos e campanhas virtuais estimulam comportamentos violentos. A preocupação é com o chamado “efeito copycat”, quando a repetição de ataques incentiva novas manifestações semelhantes e pode extrapolar o ambiente digital.
Embora afirmem não haver qualquer informação concreta sobre um plano de ataque contra Michelle, membros da equipe entendem que o histórico recente de episódios de violência política no país exige atuação preventiva sempre que o ambiente de radicalização se intensifique. Procurada, a assessoria da ex-primeira-dama não se manifestou sobre o tema.

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