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Após 200 anos sem ser vista, arara-canindé volta a voar nos céus do Rio

Por Redação
21 de outubro de 2025
Em Notícias
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Após 200 anos sem ser vista, arara-canindé volta a voar nos céus do Rio
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Após 200 anos sem ser vista, arara-canindé volta a voar nos céus do Rio
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Arara-canindé volta a voar no céu do Rio após 200 anos de extinção Depois de dois séculos desaparecidas do céu carioca, as araras-canindés estão prestes a voltar à natureza. Resgatadas de cativeiros ilegais, onde muitos sofreram maus-tratos, elas agora passam por um processo de readaptação no Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio. O trabalho faz parte da Refauna, um projeto que reintroduz espécies nativas extintas na cidade do Rio para restaurar o equilíbrio ecológico da floresta. Desde junho, quatro araras vivem em um viveiro no parque, onde recebem cuidados diários e treinamento para o retorno à vida livre. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo Lara Renzetti, coordenadora de reintrodução da Refauna, as aves vieram do Parque Ecológico Três Pescadores, em Aparecida (SP), onde já haviam sido reabilitadas. “Aqui a gente continua os treinamentos para manter a musculatura peitoral saudável, pra quando a gente abrir as portas elas conseguem em sair”, explica Lara. O processo inclui atividades físicas e preparação alimentar, feito especialmente para estimular o comportamento natural das aves. Miguel Alvarenga, voluntário do projeto, participa dessa rotina e acompanha de perto o desenvolvimento das araras. “”Dá pra ver bastante como eles mudam o comportamento delas primeiro com medo um pouco da gente, depois se acostumando com treinamentos. É bem legal ver essa evolução delas com voo, alimentação”, contorno. Araras-canindés em fase de readaptação no Parque Nacional da Tijuca antes de voltarem à natureza Reprodução/TV Globo As araras têm um papel importante na regeneração da floresta. A espécie é conhecido por ajudar na dispersão de sementes, já que carrega frutos de um ponto a outro e contribui para o crescimento de novas árvores. Lara cita como exemplo o caso da macaúba, uma palmeira comum na Mata Atlântica. A arara quebra a casca do fruto para consumir a casca polpa, mas não consegue comer a semente — que cai no solo e pode germinar em outro lugar, ajudando a reflorestar novas áreas. Além das araras, outras espécies também passaram pela Refauna. Os jabutis, por exemplo, foram a terceira espécie reintroduzida no O Parque Nacional da Tijuca teve um papel importante no controle de plantas invasoras. “No caso dos jabutis, a gente conseguiu observar uma interação interessante com a espécie invasora comigo-ninguém-pode. O jabuti consegue comer as folhas e danifica essa planta, que é considerado uma ameaça dentro do parque”, explicou Lara. Os jabutis foram a terceira espécie reintroduzida pelo projeto Refauna na Floresta da Tijuca Reprodução/TV Globo A expectativa do Refauna é retornar cinquenta araras-canindés à natureza nos próximos seis anos, em parceria com o Parque Nacional da Tijuca. A primeira soltura está prevista para dezembro e deve marcar um novo capítulo na história ambiental do Rio. A soltura das araras-canindés está prevista para dezembro e deve marcar o retorno da espécie ao céu do Rio após 200 anos Reprodução/TV Globo
Arara-canindé volta a voar no céu do Rio após 200 anos de extinção Depois de dois séculos desaparecidas do céu carioca, as araras-canindés estão prestes a voltar à natureza. Resgatadas de cativeiros ilegais, onde muitos sofreram maus-tratos, elas agora passam por um processo de readaptação no Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio. O trabalho faz parte da Refauna, um projeto que reintroduz espécies nativas extintas na cidade do Rio para restaurar o equilíbrio ecológico da floresta. Desde junho, quatro araras vivem em um viveiro no parque, onde recebem cuidados diários e treinamento para o retorno à vida livre. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo Lara Renzetti, coordenadora de reintrodução da Refauna, as aves vieram do Parque Ecológico Três Pescadores, em Aparecida (SP), onde já haviam sido reabilitadas. “Aqui a gente continua os treinamentos para manter a musculatura peitoral saudável, pra quando a gente abrir as portas elas conseguem em sair”, explica Lara. O processo inclui atividades físicas e preparação alimentar, feito especialmente para estimular o comportamento natural das aves. Miguel Alvarenga, voluntário do projeto, participa dessa rotina e acompanha de perto o desenvolvimento das araras. “”Dá pra ver bastante como eles mudam o comportamento delas primeiro com medo um pouco da gente, depois se acostumando com treinamentos. É bem legal ver essa evolução delas com voo, alimentação”, contorno. Araras-canindés em fase de readaptação no Parque Nacional da Tijuca antes de voltarem à natureza Reprodução/TV Globo As araras têm um papel importante na regeneração da floresta. A espécie é conhecido por ajudar na dispersão de sementes, já que carrega frutos de um ponto a outro e contribui para o crescimento de novas árvores. Lara cita como exemplo o caso da macaúba, uma palmeira comum na Mata Atlântica. A arara quebra a casca do fruto para consumir a casca polpa, mas não consegue comer a semente — que cai no solo e pode germinar em outro lugar, ajudando a reflorestar novas áreas. Além das araras, outras espécies também passaram pela Refauna. Os jabutis, por exemplo, foram a terceira espécie reintroduzida no O Parque Nacional da Tijuca teve um papel importante no controle de plantas invasoras. “No caso dos jabutis, a gente conseguiu observar uma interação interessante com a espécie invasora comigo-ninguém-pode. O jabuti consegue comer as folhas e danifica essa planta, que é considerado uma ameaça dentro do parque”, explicou Lara. Os jabutis foram a terceira espécie reintroduzida pelo projeto Refauna na Floresta da Tijuca Reprodução/TV Globo A expectativa do Refauna é retornar cinquenta araras-canindés à natureza nos próximos seis anos, em parceria com o Parque Nacional da Tijuca. A primeira soltura está prevista para dezembro e deve marcar um novo capítulo na história ambiental do Rio. A soltura das araras-canindés está prevista para dezembro e deve marcar o retorno da espécie ao céu do Rio após 200 anos Reprodução/TV Globo[/gpt3]

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