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‘Amor ao primeiro toque’: pais com deficiência visual acompanham gestação com impressão 3D no Rio

Redação Por Redação
27 de janeiro de 2026
Em Notícias
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‘Amor ao primeiro toque’: pais com deficiência visual acompanham gestação com impressão 3D no Rio
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com

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‘Amor ao primeiro toque’: pais com deficiência visual acompanham gestação com impressão 3D no Rio
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Amor ao primeiro toque Pais com deficiência visual agora podem “ver” o rosto do filho ainda durante a gestação. Um projeto desenvolvido no Rio de Janeiro transforma imagens de ultrassonografia em moldes impressos em 3D, permitindo que o bebê seja conhecido pelo toque antes mesmo do nascimento. É o caso de Vanderson, que perdeu a visão aos 11 meses de vida. Pela primeira vez, ele conseguiu acompanhar de forma mais concreta o pré-natal da esposa, Mariana, ao tocar o molde do rosto do bebê. “O nariz não tem como… é total meu”, brinca ele ao considerar traços familiares na impressão. Para famílias como a dele, as mãos substituem os olhos nesse primeiro contato com o filho que ainda está na barriga. O projeto é realizado a partir de exames de imagem convencionais e busca ampliar a inclusão no acompanhamento da gravidez. Segundo o ginecologista Heron Werner, da Dasa, a experiência vai além da descrição verbal feita durante o exame. “Quando você narra para um paciente com deficiência visual, ele reconstrói na cabeça. Mas, no momento em que ele toca, fica diferente”, explica. Reprodução do corpo inteiro Além do rosto do bebê, o projeto também possibilita a residência de todo o corpo do bebê, que é reconstituído na posição em que estava no exame. Para isso, a grávida passa por um exame de ressonância magnética. Depois, o resultado do exame é trabalhado em laboratório, em um programa de computador. “Nós usamos uma sequência que a gente chama sequência 3d, que me dá todos os cortes do bebê, trazemos esse arquivo para o laboratório, fazemos a orientação, ou seja, a segmentação da imagem e colocamos na impressora 3d. Posso fazer uma fusão dessas imagens, em alguns contextos, e gerar um modelo único”, diz Werner. O pai conta o que sentiu: “Tá com a mão fechada [o bebê]. Experiência impar. É indescritível. A tecnologia a serviço das pessoas que precisam. Todos que precisam deveriam ter essa oportunidade, porque é singular”. Parceria com a PUC-Rio A iniciativa também envolve pesquisadores da PUC-Rio. Para o reitor da universidade, padre Anderson Antonio Pedroso, o projeto exemplifica como a pesquisa acadêmica pode ter impacto direto na vida das pessoas. “Tudo o que a gente pesquisa precisa ser colocado a serviço da sociedade. Esse projeto realiza isso de maneira profunda, porque permite visualizar a vida e o cuidado com a vida”, afirma.
Amor ao primeiro toque Pais com deficiência visual agora podem “ver” o rosto do filho ainda durante a gestação. Um projeto desenvolvido no Rio de Janeiro transforma imagens de ultrassonografia em moldes impressos em 3D, permitindo que o bebê seja conhecido pelo toque antes mesmo do nascimento. É o caso de Vanderson, que perdeu a visão aos 11 meses de vida. Pela primeira vez, ele conseguiu acompanhar de forma mais concreta o pré-natal da esposa, Mariana, ao tocar o molde do rosto do bebê. “O nariz não tem como… é total meu”, brinca ele ao considerar traços familiares na impressão. Para famílias como a dele, as mãos substituem os olhos nesse primeiro contato com o filho que ainda está na barriga. O projeto é realizado a partir de exames de imagem convencionais e busca ampliar a inclusão no acompanhamento da gravidez. Segundo o ginecologista Heron Werner, da Dasa, a experiência vai além da descrição verbal feita durante o exame. “Quando você narra para um paciente com deficiência visual, ele reconstrói na cabeça. Mas, no momento em que ele toca, fica diferente”, explica. Reprodução do corpo inteiro Além do rosto do bebê, o projeto também possibilita a residência de todo o corpo do bebê, que é reconstituído na posição em que estava no exame. Para isso, a grávida passa por um exame de ressonância magnética. Depois, o resultado do exame é trabalhado em laboratório, em um programa de computador. “Nós usamos uma sequência que a gente chama sequência 3d, que me dá todos os cortes do bebê, trazemos esse arquivo para o laboratório, fazemos a orientação, ou seja, a segmentação da imagem e colocamos na impressora 3d. Posso fazer uma fusão dessas imagens, em alguns contextos, e gerar um modelo único”, diz Werner. O pai conta o que sentiu: “Tá com a mão fechada [o bebê]. Experiência impar. É indescritível. A tecnologia a serviço das pessoas que precisam. Todos que precisam deveriam ter essa oportunidade, porque é singular”. Parceria com a PUC-Rio A iniciativa também envolve pesquisadores da PUC-Rio. Para o reitor da universidade, padre Anderson Antonio Pedroso, o projeto exemplifica como a pesquisa acadêmica pode ter impacto direto na vida das pessoas. “Tudo o que a gente pesquisa precisa ser colocado a serviço da sociedade. Esse projeto realiza isso de maneira profunda, porque permite visualizar a vida e o cuidado com a vida”, afirma.[/gpt3]

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