O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Gilberto Waller Júnior negou que sua demissão tenha sido motivada pelo acúmulo de requisitos de benefícios. Em entrevista ao jornal O Globo divulgado nesta quarta-feira (15), ele atribuiu a exoneração a uma “desavença” com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
“A gente nunca se entendeu desde o início. No aniversário da Previdência em julho, ele contornou que pediu ao presidente Lula para indicar outro. Desde o início, ele tinha o pé atrás e isso acabou sendo aprofundado porque, como eu não era uma pessoa indicada por ele e tinha uma missão a ser tocada, não era comum eu ir ao ministério e conversar com ele”, afirmou.
VEJA TAMBÉM:
- Lula demite presidente do INSS para tentar conter desgaste com filas e paralisia do Órgão
- Ex-presidente do INSS exerce responsabilidade da fila no ministério e rebate de missão
Waller ainda confirmou que não foi comunicado da decisão diretamente pelo ministro, mas pelo secretário-executivo da pasta, Francisco Macena da Silva. Apesar da forma como tudo ocorreu, ele alega não ter mágoa, por nunca ter imaginado que estaria à frente da autarquia.
Sobre a fila do INSS, o ex-presidente lembrou das denúncias decorrentes das fraudes em descontos associativos, além da troca da empresa responsável pela central de atendimento, o 135.
A nova presidente do INSS é Ana Cristina Viana Silveira, servidora concursada como analista do seguro social e ex-presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).
Waller casou-se com o cargo logo após a deflagração da Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes. Seu antecessor, Alessandro Stefanutto, foi preso. A deflagração levou também à queda do então ministro da Previdência, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Deixe o Seu Comentário