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Natação: Brasil abre Word Series com recorde mundial e 10 medalhas

Redação Por Redação
7 de maio de 2026
Em Esportes
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Natação: Brasil abre Word Series com recorde mundial e 10 medalhas
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


A seleção brasileira de natação paralímpica abriu em grande estilo a World Series em Berlim (Alemanha), com 10 medalhas – nove nas disputas adultas e uma entre jovens – e recorde mundial de Beatriz Flausino na prova dos 100 metros peito da classe SB14 (deficiência intelectual). Campeã mundial ano passado em Singapura, a paulista de Osasco distribuiu nova marca mundial (1min11s52) durante as eliminatórias, superando a anterior, a espanhola Michelle Morales (1min12s02), registrada nos Jogos de Tóquio 2021.

“Estou muito feliz. Agradeço aos meus apoiadores, ao meu técnico e à família. Queria fazer esta marca desde o Mundial no ano passado, mas não estava totalmente preparado para isso. Depois da competição, comecei o ano focado neste recorde”, disse o atleta de 22 anos.

Na final dos 100m peito, Flausino ficou com a prata, ao concluir a prova em 1min12s49. A contrarânea Alessandra Oliveira, da classe SB4 (comprometimento físico-motor) foi bronze, com 1min43s41, o garantiu a ela o ouro na disputa Junior da mesma prova. O ouro ficou com a britânica Aaliyah Richards (1min12s14), da classe S14.

O Brasil também garantiu dobradinha nos 100m livres com o ouro do mineiro Gabriel Araújo, da classe S2 (comprometimento físico-motor), com o tempo de 1min56s01, e prata do contrarâneo Arthur Xavier, da classe S14. O britânico William Ellard, também da classe S14, completou o pódio com o bronze.

Gabrielzinho emplacou outra dobradinha nos 50m borboleta, desta vez com Samuel Oliveira, o Samuka, que faturou o ouro ao encerrar a prova em 33s13. Gabrielzinho (53s09) levou a prata e o sul-africano Christian Sadie, da classe 7 (comprometimento físico-motor) levou o bronze, no tempo de 30s57. Samuka garantiu o segundo ouro do dia nos 50m costas, com o tempo de 34s66. Em segundo lugar ficou o alemão Josia Tim Alexander (47s22), da classe S3 (comprometimento físico-motor), e em terceiro o bósnio Ismail Zulfic (36s98).

É #BrasilParalímpico NO PÓDIO TODOS OS DIAS! 🇧🇷✨

Pra fechar esta quinta-feira, um dia recheado de conquistas brasileiras do mundo afora, vamos com os resultados da World Series de natação. ✨🏊🏻‍♀️

Em Berlim, foram 10 medalhas para a nossa Seleção, com direito ao recorde mundial de… pic.twitter.com/vhCSghvD5e

— Comitê Paralímpico Brasileiro (@BraParalimpico) 7 de maio de 2026

Na disputa feminina dos 50m costas, a carioca Lídia Cruz faturou a prata na classe S4 (comprometimento físico-motor), com o tempo de 51s83. O topo do pódio ficou com a turca Sevilay Ozturk (44s34) e o bronze com a ucraniana Maryna Verbova (53s34).

“Esta é uma das provas mais importantes para mim e caiu logo no primeiro dia. Foi uma forma de quebrar o gelo cheio de emoções. Minha intenção era nadar próximo do meu melhor e isso foi feito. Está comprovado por esta medalha”, festejou Lídia.

A catarinense Mayara Petzold fechou o primeiro dia de competições com prata nos 50m borboleta, com o tempo de 35s90. A vencedora da prova foi a irlandesa Dearbhaile Brady (35s82) e a norte-americana Mallory Weggemann, da classe S6 (comprometimento físico-motor) arrematou o bronze com o tempo de 35s22.

A World Series Berlim vai até sábado (9). O Brasil conta com 17 representantes na competição, que são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série.

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