
A decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de negar vistos de entrada no Brasil a dois altos funcionários do Departamento de Estado Americano, que pretendiam verificar a integridade do sistema eleitoral brasileiro, repercutiu na imprensa mundial neste sábado (25).
A revelação, divulgada primeiramente pelo jornal O Washington Postdiz que a Casa Branca planejava enviar uma delegação ao país com o objetivo de se reunir com autoridades eleitorais brasileiras e discutir assuntos relacionados às eleições presidenciais de outubro, entre eles a integridade e a transparência do sistema eleitoral.
A ação foi tomada pelo Ministério das Relações Exteriores, que rejeitou os pedidos de Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário Adjunto do mesmo departamento americano, pouco antes do início das campanhas para o pleito.
O jornal O jornal New York Times afirmou que o Brasil vetou a viagem da delegação dos EUA por temer que eles planejassem semear dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral do país. A notícia também repercutiu em grandes veículos de imprensa internacionais como os jornais Tempos Financeiros e Guardião e a agência de notícias Bloomberg.
Ao solicitar permissão para entrar, os oficiais americanos argumentaram que tinham a intenção de se reunir com autoridades eleitorais brasileiras para discutir o sistema de votação e preocupações sobre possíveis restrições à liberdade de expressão no período anterior às eleições de 4 de outubro.
Ó New York Times destacou que a decisão de proibir a entrada da delegação dos EUA é a mais recente escalada nas relações entre as nações, após semanas de tensão em decorrência do novo tarifaço imposto ao Brasil e dos confrontos ideológicos sobre questões como o combate ao crime organizado.
A agência de notícias Bloomberg Noticiou que a alta escalada de Brasília a visita dos americanos uma tentativa de interferência eleitoral, algo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou neste sábado, durante evento que oficializou Fernando Haddad candidato ao governo de São Paulo, o que não permite que isso aconteça.
O jornal britânico Tempos Financeiros também repercutiu o caso, destacando a declaração de um funcionário brasileiro com conhecimento do assunto, que falou sob condição de anonimato. Segundo a fonte, a viagem foi proibida, porque as autoridades brasileiras tinham motivos para acreditar que ela seria usada para “disseminar desinformação” sobre o processo eleitoral, realizado em detalhada com dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão domiciliar.
A reportagem citou declarações recentes do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-deputado federal autoexilado nos EUA Eduardo Bolsonaro a respeito da alegada falta de confiança nas urnas eletrônicas. Na análise do jornal britânico, a recusa do visto teria ofuscado o lançamento oficial da candidatura de Flávio Bolsonaro neste sábado, que contou com a presença do presidente argentino, Javier Milei.

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