O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou nesta quinta-feira (23) que a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos já está operando dentro do território venezuelano. A declaração foi feita durante exercícios militares nas regiões costeiras do país e ocorre em meio à tensão crescente entre Caracas e Washington.
“Sabemos que a CIA está presente, não somente na Venezuela, mas em todas as partes do mundo onde há uma embaixada dos Estados Unidos. Lá estaremos operando a CIA”, disse Padrino López em pronunciamento transmitido pela televisão estatal.
O general chavista acrescentou que o regime do ditador Nicolás Maduro “mantém o controle” sobre a situação, apesar das supostas operações encobertas por Washington.
“Podemos infiltrar quantos corpos quiserem da CIA em operações secretas a partir de qualquer flanco da nação, e qualquer tentativa fracassará, como fracassaram até agora”, afirmou.
Nesta sexta-feira (24), o Pentágono confirmou o envio dos porta-aviões USS Gerald Ford, o maior de sua frota, para a região do Caribe, onde atuará próximo da costa venezuelana. Segundo o porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, a medida tem como objetivo “apoiar a direção do presidente de desmantelar organizações criminosas transnacionais”.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que a operação busca fortalecer a capacidade americana de “detectar, monitorar e desarticular atividades ilícitas que ameaçam a segurança e as ameaças do país”. O USS Gerald Ford se juntará a um contingente já presente na área, composto por caçadores, navios anfíbios, caças F-35B, aviões de patrulha P-8 e drones MQ-9, baseados em Porto Rico.
Nas últimas semanas o governo Trump destruiu cerca de dez embarcações suspeitas de tráfico de drogas nas águas do Caribe e do Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia, resultando em pelo menos 37 mortes. Washington afirma que as ações fazem parte de operações antidrogas, mas Caracas considera a agressão na região uma ameaça direta à sua soberania.
Padrino López, por sua vez, declarou nesta quinta que as Forças Armadas Venezuelanas estão “em pleno desenvolvimento de exercícios para alcançar um ponto ótimo” de prontidão diante de qualquer tentativa de agressão.

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