Donald Trump subiu o tom como nunca neste domingo (5). Usando palavrões diretos contra os líderes iranianos, ele deu um novo ultimato ao regime de Teerã: “Abram ap* do Estreito [de Ormuz]seus bastardos loucos”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social, exigindo a reabertura da principal rota petrolífera do mundo
O inferno republicano ainda prometeu que, se Teerã não obedecer, os iranianos vão “viver no”. “Não haverá nada igual!!!”, completou, um dia após o Irã rejeitar o prazo de 48 horas que ele havia estabelecido no sábado (4).
A incidente tem data marcada: terça‑feira (7). E foi apelidado por Trump de “Dia da Usina Elétrica e Dia da Ponte, tudo junto” — um sinal claro de que a infraestrutura essencial do Irã será o alvo preferencial.
Por trás da ameaça está o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo regime desde 28 de fevereiro. Foi nesse dia que os EUA e Israel iniciaram a operação conjunta contra o Irã.
Por aí passa 20% de todo o petróleo do mundo. Desde o fechamento, o barril saltou de US$ 72 para cerca de US$ 109 — e a conta está chegando nas bombas de gasolina de todo o planeta, inclusive no eleitor americano que vota em novembro.
Teerã acusa EUA de crimes de guerra
Do outro lado, Teerã não se calou. Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, disse que Trump “não ganhará nada com crimes de guerra” e acusou os EUA de agirem de forma imprudente ao seguir as orientações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Segundo ele, as ameaças americanas estão empurrando Washington para um “inferno na Terra” que afetará toda a região.
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