
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (17) que Otan cometeu “um erro muito estúpido” ao rejeitar seu pedido de apoio para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Segundo ele, a decisão foi demonstrada como um teste com resultado “ruim” para a parceria.
“Venho dizendo há muito tempo que tinha dúvidas se a OTAN estaria lá para nós. Então, este foi um grande teste, porque não precisamos deles, mas eles deveriam estar lá”, declarou Trump durante uma reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.
Trump reiterou as críticas que haviam sido feitas minutos antes em uma publicação na Truth Social, na qual afirmou que não precisa mais da ajuda de seus aliados.
Novo Vietnã? Trump rejeitado em comparação com a guerra atual
Questionado por repórteres na coletiva se temia repetir o caso do Vietnã lançar uma incursão militar terrestre no Irã, como parte da explosão que já dura 18 dias, Trump disse que não.
“Não tenho medo de nada”, respondeu. Sem previsão de término para a intervenção no Irã, a possibilidade de uma incursão terrestre ganha forças.
Tanto que Teerã alertou Washington esta semana sobre as consequências dos soldados pisarem em seu território. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, anunciou em entrevista à Notícias do céu na segunda-feira sobre as consequências de tais operações.
“Eles entendem que aqueles que os arrastaram para esta guerra (com o Irã) também podem arrastá-los para um atoleiro”, disse.
Uma referência ao Vietnã, além do envio de tropas americanas para o terreno, torna-se relevante agora devido à incerteza em torno da duração da operação no Irã. Enquanto nos primeiros dias o presidente americano afirmou que a operação poderia durar quatro ou cinco semanas, posteriormente declarou que seu fim era iminente, sem especificar um prazo.
A incerteza econômica e a alta dos preços do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz estão complicando a situação financeira internacional e aumentando a apreensão do mercado quanto ao risco de prolongamento do conflito.













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