O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (13) informações que foram veiculadas pela imprensa americana e disse que o grupo de ataque aos porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, será enviado ao Oriente Médio para pressionar o regime do Irã.
Questionado por jornalistas na Casa Branca, o mandatário afirmou que, se não houver um acordo nuclear com Teerã, os porta-aviões Ford serão “necessários”.
“Se não tivermos um acordo, precisaremos dele. Se tivermos um acordo, ele irá embora. Irá embora muito em breve. Temos uma região que acabou de chegar. Se precisarmos, o usaremos. Ele está pronto, é uma força muito grande”, afirmou, segundas informações da Agência EFE.
O grupo do USS Abraham Lincoln já estava no Oceano Índico desde o final de janeiro. Além disso, a agência Reuters noticiou esta semana que forças dos Estados Unidos instalaram mísseis Patriot em lançadores sobre caminhões na base militar de Al-Udeid, no Catar, a maior base americana no Oriente Médio, uma medida que agilizaria a mobilidade em caso de ataques ofensivos ou defensivos na região.
Trump já havia falado no início da semana que estava cogitando enviar outro grupo de ataque de porta-aviões ao Oriente Médio.
“Ou chegaremos a um acordo ou teremos que fazer algo muito duro como da última vez”, afirmou o presidente americano em entrevista na terça-feira (10), em referência ao ataque que os Estados Unidos realizaram em junho do ano passado contra instalações nucleares do Irã.
O grupo de ataque do USS Gerald R. Ford está atualmente no Caribe, onde foi utilizado na recente operação contra o narcotráfico que culminou na captura do então ditador venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear que havia sido assinado em 2015 entre o Irã e suas seis potências, para que o programa nuclear iraniano fosse restringido a fins pacíficos, e retomasse sanções a Teerã.
Entretanto, desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, o republicano vem especificamente ao Irã para que faça outro acordo.
Na sexta-feira passada (6), representantes dos EUA e do Irã negociaram em Omã e realizaram a expectativa é que uma segunda rodada de conversas aconteça na próxima semana.

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