
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (20) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso caso viagem ao país.
Foi uma resposta direta ao prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, que em entrevista a um podcast do jornal The New York Times afirmou que está cogitando ordenar a prisão de Netanyahu caso este venha à cidade para a Assembleia Geral da ONU, em setembro.
O primeiro-ministro de Israel tem contra si um mandato de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por acusações de supostos crimes de guerra e contra a humanidade na guerra na Faixa de Gaza, atualmente em cessar-fogo. Israel e os EUA não autorizam a jurisdição do TPI.
“Benjamin Netanyahu não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América. Ele está lutando contra a República Islâmica do Irã, que recentemente matou 52 mil manifestantes inocentes e passou os últimos 47 anos matando soldados americanos e outras pessoas”, escreveu Trump na rede Verdade Social.
“Os únicos que deveriam ser presos são aqueles que levaram o Irã a esse ESPIRAL DE MORTE E DESTRUIÇÃO sem precedente — algo que deveria ter sido enfrentado anos atrás, por presidentes anteriores!”, acrescentou o republicano.
Em um post separado, Trump prometeu retaliação ao Irã pelas mortes de militares americanos na atual guerra contra o regime islâmico.
Três militares americanos morreram em dois dias no conflito, no norte do Iraque e na Jordânia, o que elevou para 17 o número de membros das forças armadas dos mortos EUA desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
“Toda vez que o Irã matar um soldado americano, pagará caro por essa morte, muitas vezes mais! Essa direção foi lançada ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Conjunto Estado-Maior, Daniel Caine, e a todos os líderes militares”, escreveu Trump.











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