O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (5) que não haverá eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, ao comentar a transição no país sul-americano após a captura do ditador Nicolás Maduro pelas forças americanas no sábado (3).
“Precisamos renovar o país primeiro. Não dá para ter eleições. Não há como o povo sequer votar”, disse Trump em entrevista à emissora NBC, ao ser questionado sobre a possibilidade de eleições até o início de fevereiro. “Não, vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere.”
Desde a queda de Maduro, Trump não falou sobre propiciar a posse de Edmundo González, vencedor da eleição presidencial de 2024 (fraudada pelo chavismo), e descartou apoiar a chegada da líder oposicionista María Corina Machado ao poder – alegando que ela “não tem o apoio nem o respeito [necessários] dentro do país”.
O presidente americano afirmou que o governo dos EUA poderá subsidiar projetos de empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura do setor na Venezuela, o que poderia ser concluído em menos de um ano e meio, segundo Trump.
“Uma quantia enorme de dinheiro terá que ser gasta, e as empresas petrolíferas vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou por meio da receita [do petróleo]”, afirmou.
Trump disse que membros de sua gestão, como o secretário de Estado, Marco Rubio, o de Guerra, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente JD Vance, atuaram de forma cooperativa nas ações americanas na Venezuela e insistiram que Washington não está em guerra com Caracas.
“Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem expulsa seus presos em nosso país, seus viciados em drogas e seus pacientes de hospitais psiquiátricos”, disse, reiterando sua acusação de que Maduro forçou a migração de criminosos e pessoas com problemas psiquiátricos para os EUA durante a gestão de Joe Biden (2021-2025).

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