
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar o chamado “conselho da paz” para Gaza. Lula ainda não respondeu ao convite. O petista sempre marcou oposição às ações militares na Palestina. Ele chegou a chamar o caso de genocídio.
“Não acho que em Gaza tem uma guerra. Tem um genocídio. Em Gaza tem um exército altamente sofisticado matando mulheres e crianças. E até o próprio povo judeu está contra isso”, afirmou Lula em setembro do ano passado, antes do acordo firmado no mês seguinte, para o fim da guerra em Gaza.
O governo americano anunciou o conselho neste sábado (17). O órgão integra a segunda fase do plano de Washington para encerrar uma guerra no território palestino. Trump vai presidir o grupo. Também neste sábado, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que recebeu o convite. Ele divulgou uma carta nas redes sociais. No X, afirmou que será “uma honra” acompanhar a iniciativa.
O conselho contará com membros próximos ao presidente americano. Trump incluiu o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O grupo também terá o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair. Também foram convidados os ditadores egípcios Abdel Fatah Al-Sisi e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, além do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
Trump encontrou ainda o empresário bilionário Marc Rowan. Robert Gabriel, assessor de Trump no Conselho de Segurança Nacional, completa a lista de membros anunciados. Ao divulgar a criação do órgão, Trump exaltou o formato do grupo. “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, escreveu o presidente americano.
2ª fase do plano de Trump prevê conselho de paz em Gaza e desmilitarização
Segundo a Casa Branca, o conselho de paz discutirá temas centrais para Gaza. A agenda inclui “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, supervisão, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.
Na sexta-feira, Trump designou o major-general americano Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês). A missão vai atuar na segurança de Gaza. O grupo também treinou uma nova força policial para substituir o Hamas.
O enviado especial dos Estados Unidos para a paz em Gaza, Steve Witkoff, anunciou na quarta-feira (14) o início da Fase Dois do plano de 20 pontos do governo Trump. Ele fez o anúncio em uma publicação nas redes sociais.
Segundo Witkoff, uma nova etapa marca a transição do cessar-fogo para um arranjo político e de segurança. O plano prevê a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG). O órgão administrará o território durante o período de transição.
O plano também determina o desarmamento de todo o pessoal considerado “não autorizado” na Faixa de Gaza. Witkoff afirmou que o descumprimento das obrigações “acarretará sérias consequências”. Ele não detalha quais medidas poderão ocorrer.
Na mesma publicação, Witkoff destacou os resultados da Fase Um. Segundo ele, a etapa “garantiu a manutenção do cessar-fogo, permitiu a entrada de ajuda humanitária em larga escala e resultou na libertação de todos os reféns sobreviventes”. Os restos mortais de 27 dos 28 reféns mortos também foram retornados às famílias.












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