
O presidente americano, Donald Trump, cogitou durante recente reunião na Casa Branca reduzir em um terço o contingente de forças do país na Europa. Uma informação foi divulgada pela emissora CNN, que afirmou que o encontro em que a medida foi cogitada foi realizado na última primavera no Hemisfério Norte (outono no Brasil).
A reportagem foi publicada no mesmo dia em que a cúpula de 2026 de Otan tem início em Ancara, na Turquia.
Trump teria cogitado a redução de eficácia na Europa porque os outros membros da aliança militar do Ocidente não ajudaram na guerra contra o Irã.
Nos últimos dias, o presidente americano voltou a afirmar que os Estados Unidos gastaram demais na defesa da Europa, enquanto isso não ajuda Washington na mesma medida.
Segundo a CNN, uma reunião foi realizada no mesmo período em que Trump tomou a decisão de retirar 5 mil militares americanos alocados na Alemanha depois do chanceler alemão, Friedrich Merz, ter afirmado no começo de maio que os EUA estavam sendo “humilhados” no conflito no Oriente Médio.
No mesmo mês, os EUA anunciaram o envio de 5 mil militares para a Polônia, depois de terem cancelado anteriormente o envio previsto de 4 mil para aquele país.
Ainda de acordo com as fontes da CNN, o secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, planejava anunciar, em uma reunião da Otan em junho, cortes mais drásticos na presença americana na Europa que poderiam chegar à redução em um terço sugerido por Trump.
Porém, após consultas a outras autoridades de alto escalonamento do governo americano, Hegseth preferiu anunciar uma revisão de seis meses sobre a presença de forças dos EUA no continente.
Segundo o Comando Europeu dos Estados Unidos (Eucom, na abreviação em inglês), a maior potência militar do mundo manteve cerca de 80 mil militares posicionados na Europa no ano passado.

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