
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a abertura de investimentos do Japão em solo americano como parte do acordo comercial firmado em julho do ano passado. Ao todo, a parceria prevê compromissos avaliados em US$ 550 bilhões com projetos iniciais nos setores de energia, gás natural liquefeito (GNL) e minerais críticos.
O anúncio do líder republicano foi feito na Verdade Social, na terça-feira. Trump destacou que o primeiro conjunto de investimentos sob o “compromisso histórico” revitalizará a base industrial dos EUA, criará centenas de milhares de empregos e fortalecerá a segurança nacional e econômica “como nunca antes”.
Ele citou a política tarifária de seu governo como fundamental para alcançar o acordo bilateral. “A escala desses projetos é tão grande e não poderia ser realizada sem uma palavra muito especial, tarifas”, falou o presidente.
O mandatário detalhou que os projetos incluem uma usina termelétrica a gás em Ohio, atividades ligadas ao petróleo e gás no Texas e exploração de minerais críticos na Geórgia.
Em julho de 2025, Trump anunciou este acordo comercial com o Japão, que incluía este investimento milionário, bem como uma redução de 24% para 15% das tarifas recíprocas sobre produtos japoneses.
Ainda assim, o pacto previsto prevê um acesso ampliado para produtos americanos no mercado japonês, priorizando veículos e produtos agrícolas.
Parlamento do Japão confirma aliada de Trump como primeiro-ministro
Nesta quarta-feira (18), o Parlamento do Japão revalidou a líder do governante Partido Liberal Democrático (PLD), Sanae Takaichi, como primeira-ministra do país, após obter uma vitória esmagadora de dois terços da Câmara Baixa nas recentes eleições antecipadas.
Após a votação parlamentar, espera-se que o novo gabinete de Takaichi tome posse nas próximas horas. A mandatária afirmou, após vencer as eleições, que não realizaria mudanças profundas em seu Executivo.
A líder conservadora recebeu apoio de Trump para as eleições legislativas de 8 de fevereiro. Ela defende diretrizes semelhantes ao governo republicano em relação à política econômica, segurança nacional e migratória. Por isso, tornou-se uma aliada de Washington na Ásia, em meio aos atritos dos EUA com a China desde o retorno de Trump à Casa Branca.

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